POLÍTICA

Flávio Bolsonaro evita dizer como votará sobre 6x1

Por Renata Galf | da Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Flávio Bolsonaro, em entrevista ao Domingo Espetacular
Flávio Bolsonaro, em entrevista ao Domingo Espetacular

O senador Flávio Bolsonaro (PL), que é candidato à Presidência, evitou dizer como deve votar em relação ao fim da escala 6x1 no Senado, mas reforçou que defende proposta alternativa à apoiada pelo governo Lula (PT). Segundo ele, o trabalhador deve ter liberdade para escolher a própria jornada.

As declarações foram dadas em entrevista para o programa Domingo Espetacular, da Record, divulgada neste domingo (30).

Ao ser questionado sobre como votaria, caso a apreciação da proposta fosse agora em setembro, ele não cravou qual seria seu posicionamento. Reforçou, porém, que defende um desenho alternativo.

"O que a gente está defendendo? É a liberdade. Você vai ter todos os seus direitos trabalhistas garantidos como estão na Constituição Federal. Mas vai trabalhar quantas horas você quiser, você vai montar a sua escala de trabalho", disse Flávio. "Essa é a alternativa que nós vamos oferecer, que é a liberdade para o trabalhador escolher a sua jornada de trabalho."

Flávio citou casos recentes, como os pedidos de recuperação judicial das Casas Bahia do Habib's, como argumentos contra a proposta do governo. Ele afirma que tais casos mostrariam que o Brasil tem hoje um "ambiente muito hostil para criação de empregos".

A proposta do fim da escala 6x1 sem redução de salário é uma das principais bandeiras da campanha à reeleição de Lula. Aprovada na Câmara no primeiro semestre, ela estava travada no Senado, mas teve avanço nos últimos dias e há expectativa de que seja analisada nesta semana.

O avanço da pauta foi selado na última quarta-feira (26), após reunião do presidente da República com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Na última quinta (27), o senador Omar Aziz (PSD-AM) divulgou o relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição), atendendo ao governo Lula e mantendo o texto aprovado pela Câmara em maio. Isso porque uma alteração na PEC pelo Senado obrigaria o texto a voltar para a Câmara, o que dificultaria a promulgação antes da eleição.

A oposição, por sua vez, protocolou 14 emendas para alterar a PEC aprovada pela Câmara. Uma delas propôs manter a jornada de 44 horas semanais na Constituição e deixar uma eventual redução a critério de negociação coletiva ou contrato por hora. Essa ideia segue o modelo defendido por Flávio. A bancada bolsonarista também apresentou uma PEC que estabelece um novo regime de trabalho, com pagamento por hora trabalhada.

Durante a entrevista, Flávio falou ainda sobre o STF (Supremo Tribunal Federal), acrescentando que o próximo presidente deve poder indicar ao menos quatro ministros à corte, contando a vaga decorrente da aposentadoria de Luís Roberto Barroso e que ainda não foi preenchida, depois de o governo Lula ver o nome de Jorge Messias ser rejeitado no Senado.

Flávio evitou adiantar nomes que indicaria, caso eleito, mas afirmou que seriam patriotas, e também contra o aborto e contra as drogas.

"Eu vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta para fazer injustiça com ninguém", disse. "O perfil vai ser esse: homens e mulheres que sejam de verdade patriotas e que pensem em trazer segurança jurídica de volta e resgatar a credibilidade do Supremo."

Ao longo de todo seu governo, o ex-presidente Jair Bolsonaro manteve uma postura de ataques ao STF, que deu uma série de decisões contrárias aos interesses do então mandatário. Fora do poder, o bolsonarismo mira neste ano as eleições do Senado, tendo como bandeira o impeachment de ministros da corte.

Durante a entrevista, ao ser questionado quanto a se indultaria seu pai, que hoje está em prisão domiciliar, Flávio criticou a corte no contexto do julgamento do 8 de Janeiro, dizendo que o processo foi uma "grande farsa" e que houve uma perseguição. Nesse contexto, afirmou que se eleito, trabalhará para que a anistia aos envolvidos no 8/1 seja aprovada ainda neste ano e que, caso não dê tempo, concederá indulto aos condenados.

No último ano, Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele foi apontado como líder de uma trama golpista colocada em marcha ainda durante seu governo, o que incluiu pressão sobre comandantes militares para a adoção de medidas de exceção que evitassem a posse de Lula e o mantivessem no poder.

Comentários

4 Comentários

  • Valeska 5 dias atrás
    Esse canalha que nunca trabalhou e seu partido o PL são contra a lei que propõe uma lei que concede um dia a mais de descanso aos durante a semana, segundo ele é o trabalhador que escolher quantosdias quer trabalhar durante a semana ,então vocês acham que algum patrão vai querer contratar um funcionário que escolhe os dias que quer trabalhar, só na cabeça desse maluco que nunca trabalhou e agora quer governar para arrebentar com os trabalhadores, Canalha,Canalha,Canalha
  • Antonio Carlos 5 dias atrás
    São três aa razões para uma pessoa se bozonazista: 1- Alienado com baixa instrução manipulado pelos interesseiros. 2- Os próprios interesseiros que veem vantagem em continuar tirando primeiros dos alienados acima mencionados, tipo esses pastores picaretas e alguns empresários tipo capataz que querem ver o trabalhador implorar por uma fatia de pão. 3- E os de má índole e mal caráter que sempre querem ver o circo pegando fogo para que eles satisfaçam os seus instintos de frustrados e perdedores. Esse rachadinhas aí quer ir de encontro aos interesses desses que se aproveitam da situação do pobre, que não tem como lutar, quem passa fome não tem como reivindicar nada, para ganhar os votos dos três tipos de bozonazistas mencionados. Nem todo bozonazista é mal caráter, como eu disse, tem os alienados. Mas todo mal caráter é bozonazista, pode ver que são esses que votam no rachadinhas corrupto, miliciano, irmão sem meias conversas do banqueiro bandido. Tariflavio à serviço do Trump e dos interesses dos americanos e que se exploda os brasileiros.
  • Darsio 5 dias atrás
    Triste é constatar que trabalhador sob regime da CLT ainda vota nesse traste. Esse FDP que nunca trabalhou na vida, apenas mamando nas tetas do Estado, tem a cara de pau de chamar de vagabundos aqueles que desejam dois dias semanais de descanso. Mas, o pior é perceber que trabalhador que seria beneficiado, se coloca contra o projeto, pois o que mais gosta é ser tratado como um cachorro abanando o seu rabinho para o patrão. Aliás, se dependesse das elites desse país, nem mesmo a escravidão teria sido abolida.
  • ADRIANO A S DE ANDRADE 5 dias atrás
    Este bandido, neonazista e corrupto é enganador que pretende nos levar a escravidão e encher o bolso vendendo as riquezas nacionais para o imperialismo americano. É um farsante como se mestre, que está preso, doutorado na pilantragem e não tem qualquer conhecimento para melhor qualquer área no Brasil. É um vigarista que mente todos os dias e não tem qualquer noção científica para desenvolver as diversas áreas econômicas nacionais.