8 DE JANEIRO

8 DE JANEIRO

Moraes vota para condenar ex-sócio do Pub, de São José, pelos atos do 8 de janeiro

Moraes vota para condenar ex-sócio do Pub, de São José, pelos atos do 8 de janeiro

Fabrício de Moura Gomes reside atualmente em Ilhabela; ele foi preso em meio à depredação da Praça dos Três Poderes no começo do ano

Fabrício de Moura Gomes reside atualmente em Ilhabela; ele foi preso em meio à depredação da Praça dos Três Poderes no começo do ano

Por Da Redação | 27/10/2023 | Tempo de leitura: 2 min
São José dos Campos | Brasília

Por Da Redação
São José dos Campos | Brasília

27/10/2023 - Tempo de leitura: 2 min

Créditos: Reprodução/Internet/PF

Fabrício de Moura Gomes, com um pano amarelo no rosto, junto de dois amigos no interior do Palácio do Planalto

O ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal) votou na manhã dessa sexta-feira (27) pela condenação de outros seis réus pelos atos terroristas de vandalismo praticados no dia 8 de janeiro deste ano na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Um desses condenados é Fabrício de Moura Gomes, de 45 anos, morador de Ilhabela e ex-sócio do bar ‘Dunluce Irish Pub’, em São José

Fabrício, assim como os outros réus, foram denunciados pela PGR (Procuradoria Geral da República) por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A pena proposta por Moraes ao empresário é de 17 anos. Deste período, 15 anos e 6 meses de reclusão, 1 ano e 6 meses de detenção, além de 100 dias-multa no valor de um terço do salário mínimo por dia.

Em seu voto, o ministro destacou que a versão dada por Fabrício após ser preso, de que teria sido detido na parte de baixo do Congresso e que, ao ver a Polícia Militar, teria se deitado no chão, não se sustentam com base nas provas adquiridas pela perícia da Polícia Federal em seu celular.

O magistrado ilustra, inclusive, em seu voto, imagens captadas do próprio telefone de Fabrício, um Iphone 8, no momento da invasão. Em uma delas, o empresário está com o rosto coberto por um pano amarelo e, dentro da Alvorada, posa para um registro ao lado de outros invasores.

Há também ainda vídeos filmados por Fabrício do momento de destruição dos prédios do STF e no Palácio do Planalto, tudo guardado no HD de seu telefone. Em um deles, o homem aparece dentro de um carro indo e direção à Praça dos Três Poderes gritando: “Supremo é o povo”.

Preso em Brasília, na ocasião dos atentados contra a Praça dos Três Poderes, Fabrício viajou até a capital federal em um ônibus fretado junto com amigos. Todos, segundo a PF, estariam acampados em frente à sede da Marinha, em São Sebastião, a exemplo de acampamento que aconteciam ao redor do Brasil por eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro que não aceitavam a derrota do então mandatário no pleito presidencial.

Fabrício tinha se mudado para Ilhabela após o bar do qual era sócio em São José, o popularmente conhecido ‘Pub’, ter fechado as portas após o período de fechamento sanitário em decorrência da pandemia de Covid-19, nos meados de 2021. No litoral, antes de ser detido em Brasília, ele era proprietário de um restaurante de comida japonesa.

Fabrício não foi o único morador do Vale do Paraíba a ser preso em meio aos atos de vandalismo em Brasília. A cabelereira joseense Alethea Veruska Soares também acabou detida. Os dois, contudo, apesar de réus no processo dos atos do 8 de janeiro, estão soltos mediante o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acesso às redes sociais.

O ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal) votou na manhã dessa sexta-feira (27) pela condenação de outros seis réus pelos atos terroristas de vandalismo praticados no dia 8 de janeiro deste ano na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Um desses condenados é Fabrício de Moura Gomes, de 45 anos, morador de Ilhabela e ex-sócio do bar ‘Dunluce Irish Pub’, em São José

Fabrício, assim como os outros réus, foram denunciados pela PGR (Procuradoria Geral da República) por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A pena proposta por Moraes ao empresário é de 17 anos. Deste período, 15 anos e 6 meses de reclusão, 1 ano e 6 meses de detenção, além de 100 dias-multa no valor de um terço do salário mínimo por dia.

Em seu voto, o ministro destacou que a versão dada por Fabrício após ser preso, de que teria sido detido na parte de baixo do Congresso e que, ao ver a Polícia Militar, teria se deitado no chão, não se sustentam com base nas provas adquiridas pela perícia da Polícia Federal em seu celular.

O magistrado ilustra, inclusive, em seu voto, imagens captadas do próprio telefone de Fabrício, um Iphone 8, no momento da invasão. Em uma delas, o empresário está com o rosto coberto por um pano amarelo e, dentro da Alvorada, posa para um registro ao lado de outros invasores.

Há também ainda vídeos filmados por Fabrício do momento de destruição dos prédios do STF e no Palácio do Planalto, tudo guardado no HD de seu telefone. Em um deles, o homem aparece dentro de um carro indo e direção à Praça dos Três Poderes gritando: “Supremo é o povo”.

Preso em Brasília, na ocasião dos atentados contra a Praça dos Três Poderes, Fabrício viajou até a capital federal em um ônibus fretado junto com amigos. Todos, segundo a PF, estariam acampados em frente à sede da Marinha, em São Sebastião, a exemplo de acampamento que aconteciam ao redor do Brasil por eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro que não aceitavam a derrota do então mandatário no pleito presidencial.

Fabrício tinha se mudado para Ilhabela após o bar do qual era sócio em São José, o popularmente conhecido ‘Pub’, ter fechado as portas após o período de fechamento sanitário em decorrência da pandemia de Covid-19, nos meados de 2021. No litoral, antes de ser detido em Brasília, ele era proprietário de um restaurante de comida japonesa.

Fabrício não foi o único morador do Vale do Paraíba a ser preso em meio aos atos de vandalismo em Brasília. A cabelereira joseense Alethea Veruska Soares também acabou detida. Os dois, contudo, apesar de réus no processo dos atos do 8 de janeiro, estão soltos mediante o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acesso às redes sociais.

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