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Real Brasileiro extremamente volátil face ao Dólar - entenda porquê

Por OVALE BRANDSTUDIO | 26/11/2022 | Tempo de leitura: 3 min
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Real Brasileiro extremamente volátil face ao Dólar - entenda porquê
Real Brasileiro extremamente volátil face ao Dólar - entenda porquê

Após a desvalorização significativa durante a pandemia do coronavírus, em 2022 o Real vem se recuperando frente à moeda americana e chegou a baixar da casa dos R$ 5. Apesar da  volatilidade causada pela campanha política e com as eleições já em curso, a moeda brasileira vem se mantendo firme.

O cenário atual
Este ano começou com altas expectativas para uma recuperação econômica global após a pandemia do coronavírus. A realidade foi quase a oposta, devido à inesperada guerra na Europa entre a Rússia e a Ucrânia, que originou uma espiral negativa em todas as economias mundiais.

Em meio ao “caos” econômico, o Brasil teve uma valorização crescente no Real, se recuperando depois de uma desvalorização significativa durante os anos da pandemia. Esta recuperação pode ser explicada pela oscilação e instabilidade que o Dólar americano tem apresentado nos últimos meses.

Devido a essa instabilidade, são cada vez mais os investidores que recorrem à melhor configuração MACD para determinar os melhores momentos para investir. Como se sabe, os mercados não param e os investidores são “obrigados” a melhorar as suas análises e técnicas de antecipação de movimentos do mercado.

Uma das explicações para esta crescente valorização e recuperação da divisa brasileira é a diversificação de investimentos em que os investidores têm apostado. As consecutivas injeções de capital estrangeiro com foco local faz com que esta moeda seja, inevitavelmente, mais procurada. Apesar da atual conjuntura ser muito melhor que a anterior, ainda não existe estabilidade nem bases de confiança para os investidores.

O cenário dos últimos anos
Como referido, a maioria dos investidores continuam sem muita confiança no futuro mas, para tentar traçar uma perspectiva, é importante compreender o cenário que se viveu nos últimos anos.

Nos últimos 3 anos, o Real desvalorizou cerca de 30% face ao dólar, tornando-se uma das moedas mais voláteis entre economias emergentes, afetando a competitividade do Brasil e gerando enormes dificuldades financeiras aos brasileiros que ainda tinham de lutar contra a pandemia em simultâneo.

Como existe uma dependência local de produtos externos, estas oscilações levam a um aumento generalizado de preços, conhecido como inflação, assim como um sentimento generalizado de insegurança pois não existe estabilidade de preços no consumidor.

Para além da dificuldade em importar produtos externos, isso acaba por gerar uma situação de escassez no abastecimento pois os produtores têm maior incentivo e margem de lucro ao exportarem sua produção, invés de abastecer o mercado nacional.

Os últimos anos têm se mostrado extremamente difíceis para o Brasil e sua economia, e quando tudo apontava para uma recuperação e melhoria, os investidores e o mercado em geral já se mostraram pouco confiante que isso aconteça.

O que esperar no futuro
Neste momento, todo o mundo atravessa um período de extrema incerteza, o que significa que não existe nenhum mercado que os investidores considerem seguro. Graças aos altos juros que se pratica no Brasil exatamente com o objetivo de conter a inflação, o Real poderá ser muito procurado (aumentando o seu valor) como uma alternativa de investimento por aqueles que seguem uma estratégia de especulação de divisa (carry-trade).

Nessa situação, o investidor envia largas quantias de dinheiro para um país que pratica altas taxas de juro (caso do Brasil que pratica juros na ordem dos 13%) e lucra tanto com a diferença cambial, como pela recompensa do valor dos juros elevados.

O condicionante atual para a economia brasileira são as eleições presidenciais que vêm adicionar mais uma dose de incerteza e reduz a confiança na estabilidade política e econômica dos investidores no Brasil.

Principalmente devido a este fator, os investidores esperam ainda mais volatilidade no valor do Real até ao final do ano (altura em que deverá estabilizar e tomar uma direção, depois das eleições).

Obviamente o futuro é impossível de prever, mas dado ao conjunto de fatores externos e internos, podemos prever tempos conturbados para o Real, influenciado por uma recessão mundial. Acompanhando essa recessão virão, claro, as dificuldades para o povo brasileiro, resultado do aumento generalizado de preços e do difícil acesso a produtos básicos provenientes do exterior.

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