Alunos do Colégio Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé (PR), protestaram nesta terça-feira (20) em frente à unidade contra a descoberta de câmeras nos banheiros da escola. Os estudantes cobraram explicações da direção. Um grupo de pais também foi ao colégio para pedir informações.
Segundo entrevistas concedidas à RPC (Rede Paranaense de Comunicação), uma das alunas arrancou o equipamento da parede do banheiro e confirmou tratar-se de uma câmera. Outro estudante teria visto imagens dos banheiros feminino e masculino ao entrar em uma sala de monitoramento da escola.
Em comunicado aos pais e responsáveis, a direção do colégio afirmou que as câmeras estavam direcionadas às portas de entrada dos banheiros e não captavam imagens dos "espaços direcionados às necessidades fisiológicas dos estudantes".
Segundo a nota, o objetivo era acompanhar o acesso aos banheiros e "contribuir para a segurança escolar".
A direção disse também que um estudante entrou sem autorização na sala de monitores militares e acessou um computador usado pela equipe. Ele teria registrado e depois compartilhado a imagem que estava no computador.
"As circunstâncias desse acesso e da divulgação serão apuradas, preservando-se a identidade dos envolvidos", diz o comunicado.
A direção definiu como vandalismo a retirada das câmeras dos acessos aos banheiros e disse que adotará medidas administrativas, além de encaminhar o caso aos órgãos competentes.
"Reafirmamos nosso compromisso com a segurança, a dignidade e a privacidade dos estudantes. O monitoramento de salas de aula, corredores e acessos integra as medidas de proteção do ambiente escolar e deve respeitar esses direitos", afirma o comunicado.
Também por meio de nota, a Secretaria Estadual de Educação do Paraná afirmou que a direção do colégio foi orientada sobre providências em relação à privacidade e segurança dos estudantes.
De acordo com a secretaria, a escola informou que os equipamentos foram retirados e não há imagens armazenadas. Uma equipe do Núcleo Regional de Educação fará uma visita ao colégio.
"A secretaria acompanha o caso e reforça que o monitoramento nas unidades escolares deve respeitar integralmente a privacidade, a dignidade e a segurança dos estudantes e de toda a comunidade escolar, assegurando a adoção das medidas cabíveis após a apuração dos fatos", diz a nota.