16 de outubro de 2026
VÔLEI

Justiça determina que CBV libere inscrição de Tifanny após veto

da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Carolina Oliveira/Osasco
Tifanny, atleta do Osasco

Uma liminar da Justiça determinou que a Confederação Brasileira de Vôlei permita a participação de Tifanny na Supercopa Feminina 2026 e Superliga Feminina 2026/27. Com isso, ela pode atuar nesta noite contra o Praia Clube, pela Supercopa.

Decisão deve ser cumprida imediatamente. O despacho também definiu R$ 5 mil de multa a cada partida que Tifanny for impedida de atuar - inclusive se for barrada contra o Praia.

O Osasco havia conseguido inscrever todas as atletas para os torneios, mas a de Tifanny ficou pendente. A situação foi registrada no fim da tarde desta quinta-feira (15).

A decisão, no entanto, é provisória e vale apenas para Tifanny. "A presente decisão, de todo modo, não se pronuncia sobre a validade da Política, cujo exame fica reservado ao foro que se reputar competente", diz o despacho do juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da Comarca da Capital.

A defesa da atleta e do clube entrou com Mandado de Garantia no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas o pedido foi indeferido. Com isso, a disputa foi levada pela defesa à Justiça comum.

Em agosto, a CBV anunciou que passaria a limitar as competições femininas a atletas do sexo biológico feminino. A regra prevê triagem genética do gene SRY e, segundo a entidade, vale para torneios nacionais como a Superliga e a Supercopa.

A defesa da atleta e do clube entrou com Mandado de Garantia no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas o pedido foi indeferido. Com isso, a disputa foi levada pela defesa à Justiça comum.

Entenda o impasse

A disputa judicial pela inscrição ocorre em meio a uma disputa sobre as regras da CBV para participação de atletas trans em competições femininas. No início do mês, Tifanny afirmou que tentava reverter o veto e que se sentia "humilhada" com a situação.

Tifanny disse que não houve aviso prévio sobre a mudança e que o clube também não foi comunicado. Ela afirmou que a estratégia para contestar a medida vinha sendo definida com advogados.

Tifanny chegou a jogar no campeonato estadual desde a medida, mas não tem a permissão para partidas de nível nacional e internacional.