Campinas tem 32 bairros classificados com maior risco de transmissão da dengue, segundo o 41º Alerta Arboviroses de 2026, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. O levantamento aponta áreas que exigem atenção redobrada dos moradores e reforço nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
De acordo com o balanço atualizado até terça-feira (13), o município contabiliza 4.131 casos confirmados de dengue desde o início do ano. Apesar das infecções registradas, Campinas não teve mortes pela doença em 2026.
A lista de maior risco está distribuída pelas seis regiões de saúde da cidade. A região Sudoeste concentra sete bairros, assim como a Suleste. As demais áreas também apresentam pontos de atenção, incluindo bairros populosos e regiões residenciais.
Para definir as áreas de maior risco, a Secretaria de Saúde considera indicadores como a incidência de casos, o surgimento de novos pontos de transmissão, a densidade populacional e a necessidade de intensificar as ações em imóveis que não puderam ser vistoriados anteriormente.
A ausência de um bairro na lista não significa que ele esteja livre da dengue. O alerta também vale para localidades vizinhas às áreas identificadas e para regiões que apareceram em levantamentos anteriores.
Entre janeiro e setembro, as equipes municipais realizaram 1.312.532 visitas a imóveis para orientação e eliminação de criadouros. No mesmo período, foram feitas outras 53.382 visitas para aplicação de inseticida por nebulização costal.
A Prefeitura reforça que a participação dos moradores é fundamental para conter a proliferação do mosquito. Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde citado pelo município, 80% dos criadouros estão dentro das residências.
Entre as principais medidas preventivas estão eliminar recipientes com água parada, manter caixas-d'água bem vedadas, limpar calhas e lajes, retirar pratinhos de vasos de plantas e descartar corretamente pneus, latas e outros objetos que possam acumular água.
O mosquito Aedes aegypti também transmite chikungunya e zika, o que amplia a importância das medidas de prevenção mesmo nos bairros que não aparecem no alerta desta semana.