13 de outubro de 2026
OPINIÃO

Governo de SP e os Jogos Abertos: tradição que olha para o futuro

Por Claudia Carletto |
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação

Todo mundo tem aquele amigo que parece fazer parte da família. Um amigo antigo, que conhece histórias de várias gerações, que já viu muita coisa acontecer e que, mesmo depois de tantos anos, continua chegando com novidades. Para o esporte paulista, esse amigo tem nome e sobrenome: Jogos Abertos do Interior “Horácio Baby Barioni”.

Aos 90 anos de história, os Jogos Abertos chegam à 88ª edição com uma trajetória que se confunde com a própria história do esporte paulista. Sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas, o Governo de São Paulo trabalha para fortalecer essa tradição e ampliar as oportunidades para atletas de todas as regiões do estado. De 10 a 18 de outubro, Votuporanga será a casa dessa grande celebração, que reunirá cerca de 10 mil pessoas, entre atletas, técnicos, dirigentes, árbitros e outros profissionais envolvidos na competição.

Quando falamos de uma trajetória de 90 anos, pensamos naturalmente em memória. E memória é o que não falta aos Jogos Abertos. Por suas quadras, pistas, piscinas e campos passaram atletas que se tornaram ídolos nacionais, como Hugo Hoyama e Arthur Zanetti. Mas talvez o mais bonito dessa história seja perceber que os grandes nomes de ontem convivem, a cada edição, com os talentos que ainda estão começando a escrever suas próprias histórias.

É aí que está a força dos Jogos. E é essa força que queremos ampliar.

O Governo de São Paulo vem investindo na recuperação da infraestrutura esportiva e na ampliação das oportunidades para devolver ao esporte paulista o protagonismo que sempre teve. Um dos símbolos desse trabalho é a reforma do Estádio Ícaro de Castro Mello, que recebeu cerca de R$ 90 milhões em investimentos e voltou a ser uma referência para o atletismo. Neste ano, a pista recebeu o Troféu Brasil de Atletismo, principal competição nacional da modalidade, reunindo grandes nomes como Alison dos Santos, o Piu, medalhista olímpico.

Esse é o caminho que estamos construindo: recuperar equipamentos, valorizar competições tradicionais e criar condições para que novos talentos possam se desenvolver. São Paulo tem uma história de formação de grandes atletas e queremos fortalecer essa vocação, oferecendo estrutura para quem já está no alto rendimento e oportunidades para quem ainda está começando.

Os Jogos Abertos representam bem esse compromisso. São competição, mas também são oportunidade. Para muitos atletas, constituem uma etapa importante no caminho até o alto rendimento. É onde talento encontra adversário, experiência, torcida e a chance de mostrar até onde pode chegar.

E, quando falamos em Jogos Abertos, falamos também em política pública. Falamos da parceria entre o Estado e os municípios, do fortalecimento das equipes locais e de crianças e jovens que encontram no esporte um caminho de desenvolvimento, disciplina, convivência e pertencimento. Investir no esporte é também investir na formação de pessoas e na construção de oportunidades.

Falamos, ainda, de desenvolvimento econômico. Uma competição que reúne milhares de pessoas movimenta hotéis, restaurantes, transporte, comércio e serviços. O esporte gera oportunidades dentro e fora das quadras, beneficia as cidades-sede e mostra que desenvolvimento esportivo e desenvolvimento regional podem caminhar juntos.

É por isso que estamos empenhados em recuperar a grandiosidade dos Jogos Abertos. Houve um tempo em que essa competição reunia multidões e mobilizava cidades inteiras. Queremos resgatar esse espírito, valorizando uma tradição que atravessou gerações e que merece continuar ocupando um lugar especial na vida dos paulistas.

Acreditamos que preservar essa história e investir no futuro são compromissos que caminham juntos. O esporte paulista tem tradição, talentos e capacidade para continuar formando campeões. Cabe ao poder público oferecer condições para que esse potencial se transforme em oportunidades cada vez maiores.

E talvez seja justamente essa a melhor definição para uma trajetória tão longa: não é sobre a passagem do tempo, mas sobre ter histórias suficientes para saber de onde veio e energia para continuar construindo o que vem pela frente.

Os Jogos Abertos são esse velho amigo. Carregam nove décadas de memória, mas continuam olhando para o futuro.

Porque cada atleta que entra em uma quadra, uma pista ou uma piscina pode estar vivendo seu primeiro grande momento. E pode ser justamente ali que começa uma história que, daqui a alguns anos, nós também vamos lembrar.

Aos 90 anos, os Jogos Abertos ainda têm muito a ensinar e, principalmente, muitas histórias novas para contar.

(*) Claudia Carletto é Secretária de Esportes do Estado de São Paulo