O zagueiro Gabriel Paulista criticou abertamente a diretoria do Corinthians e cobrou o pagamento de salários atrasados. As afirmações do zagueiro alvinegro, um dos líderes do elenco, aconteceram depois da derrota por 4 a 1 para o Palmeiras, no Nubank Parque, pela 30ª rodada do Brasileiro.
O clube alvinegro está na 16ª colocação na tabela e só não entrou na zona de rebaixamento graças ao empate por 1 a 1 entre Grêmio e Internacional, na Arena do Grêmio. O Corinthians soma 32 pontos, a mesma do colorado gaúcho, que leva a pior no critério de desempate (tem menos vitórias). Restam oito rodadas para o final da competição.
"Em todos os clubes que passei por esta situação [lutar contra a queda], a diretoria sempre protegeu os atletas, dava a vida para proteger nós jogadores. Aqui no Corinthians eu não vejo nenhuma proteção. Quem dá a cara e a vida somos nós, os jogadores. Temos que respeitar o Corinthians, mas muita gente no Corinthians não sabe o que significa isso, e eu sei bem o que significa isso", afirmou o defensor de 35 anos.
"Jogadores precisam de proteção, precisam que paguem os salários de todos os funcionários, porque isso afeta", continuou ele.
Gabriel Paulista disse que se colocou à disposição a ajudar colegas financeiramente, principalmente os atletas mais novos.
"Eu consigo me manter mesmo com salário atrasado. Mas tem jogadores que estão subindo da base e estão passando por dificuldade, famílias que estão passando por dificuldade. Eu já vivi isso", afirmou.
"O nosso grupo é muito bom e vamos conseguir os resultados. Vamos nos unir e se tiver que morrer juntos, vamos morrer todos juntos, mas isso não vai acontecer", completou.