10 de outubro de 2026
POLÍTICA

Flávio: quem calou Bolsonaro será responsável por sua vitória

Por Italo Nogueira | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (10) que as pessoas que "tentaram calar" o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) serão as responsáveis pela sua eventual vitória na disputa pela Presidência da República.

Em discurso em São Gonçalo (RJ), ao lado do governador eleito Douglas Ruas (PL), ele também voltou a dizer que receberá a faixa presidencial das mãos de Bolsonaro, que está em prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

"Vocês verão aqueles que tentaram calar Jair Messias Bolsonaro, aqueles que tiraram o poder dele na mão grande são os mesmos que estão colocando Flávio Bolsonaro na cadeira de presidente", disse ele.

Flávio participou de uma carreata na base eleitoral de Ruas, onde teve 52,37% dos votos válidos, contra 40,41% do presidente Lula (PT). A diferença é ligeiramente menor do que a registrada em todo o estado (53,01% contra 39,41%).

Em Brasília, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL) visitou o pai neste sábado (10) durante duas horas e afirmou que a primeira coisa que Jair Bolsonaro quer fazer se for solto da prisão é passar uma semana em Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ).

"Ele está feliz com o que está acontecendo no Brasil, com a possibilidade que a gente possa evoluir", disse Carlos, em vídeo para as redes sociais, após visitar o pai em prisão domiciliar.

O ex-presidente foi condenado pelo STF em setembro de 2025 a 27 anos e três meses de prisão por tentar dar um golpe para permanecer no poder após ser derrotado por Lula em 2022. Por razões de saúde, ele cumpre pena em prisão domiciliar desde março deste ano.

Flávio tem como uma das promessas de campanha conceder indulto presidencial ao pai.

Inicialmente, conta com a revisão da pena do pai por parte do STF (Supremo Tribunal Federal). Na segunda-feira (5), a Folha de S.Paulo mostrou que o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro ao cargo, quer julgar logo após o segundo turno a ação que pede a soltura do ex-presidente. Se isso não acontecer até janeiro, e se eleito, o senador deve apostar no indulto.

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que é altamente improvável que haja tempo hábil para isso —e acrescentam que, mesmo que o perdão presidencial sobreviva a questionamentos no STF, Bolsonaro permaneceria inelegível.