O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou Júlio César de Oliveira a 17 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, por tentar matar a companheira durante um episódio de violência doméstica ocorrido em fevereiro de 2025.
O julgamento foi realizado nesta quinta-feira (24), no Fórum de Araçatuba. Segundo a reportagem, a condenação foi confirmada pela assessoria de imprensa do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
O processo tramita em segredo de Justiça. Por esse motivo, o tribunal informou que não poderia fornecer detalhes sobre a votação dos jurados, a dinâmica do julgamento ou eventual manifestação do Ministério Público e da defesa sobre recursos.
Segundo a acusação, o crime ocorreu na manhã de 23 de fevereiro de 2025, em uma residência na rua São Bernardo, no bairro Planalto.
O casal mantinha um relacionamento havia aproximadamente dez anos. Um dia antes do ataque, a mulher havia registrado boletim de ocorrência e solicitado medidas protetivas contra o companheiro. Essas circunstâncias já constavam da denúncia apresentada pelo Ministério Público antes do julgamento.
Na manhã seguinte, ainda conforme a acusação, Júlio César utilizou uma barra de ferro para atingir a companheira diversas vezes, principalmente na cabeça. As agressões ocorreram na presença dos filhos menores do casal.
A mulher tentou se proteger e fugir para outro cômodo, mas continuou sendo agredida. Ela sofreu ferimentos graves no rosto e na cabeça e teve dentes quebrados.
Segundo a acusação, o homem deixou o imóvel acreditando que a companheira estivesse morta.
Mesmo ferida, a vítima conseguiu sair da residência acompanhada dos filhos e chamou a atenção de policiais militares, que prestaram o atendimento inicial e acionaram o socorro.
Ainda de acordo com os autos, antes de ser localizado pela polícia, Júlio César teria enviado por engano a uma amiga da vítima um áudio no qual admitia as agressões.
Ele foi localizado e preso pela Polícia Militar. Segundo a acusação, estava com aparelhos celulares e cartões de benefícios sociais pertencentes à vítima.
O Ministério Público denunciou Júlio César por tentativa de feminicídio, no contexto de violência doméstica e familiar. O caso foi levado ao Tribunal do Júri, que nesta quinta-feira o condenou a 17 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado.
Como o processo tramita em segredo de Justiça, não foram divulgadas informações adicionais sobre eventual recurso contra a sentença.