Uma nova etapa da Operação Carbono Oculto investiga nesta quinta-feira (24) possíveis ligações entre executivos do mercado financeiro e um esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. A ação reúne 27 mandados de busca e apreensão em sete estados.
Leia também: Zanin nega pedido para determinar instalação de CPI do Master
Entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ligado ao Banco Genial, os irmãos André e Bruno Tupinambá e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos e delator nas investigações sobre o Banco Master.
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), os investigados estruturaram fundos e empresas para assumir o controle da distribuidora Terrana e ocultar patrimônio. A apuração cita os fundos Radford, Derby 44 e Los Angeles 01 e as empresas Berna Holdings e Branson Holdings.
Mais de R$ 120 milhões passaram por empresas e contas usadas como “contas de passagem”, segundo o Ministério Público. A investigação também aponta o uso de pessoas interpostas para esconder os responsáveis pelos ativos.
Os mandados foram autorizados pela 2ª Vara Criminal de Catanduva e são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. Participam da operação o Gaeco, Receita Federal, Secretaria da Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado e as polícias Civil e Militar.
O Banco Genial informou que Humberto Tupinambá deixou a diretoria e a sociedade da instituição em maio de 2026, e que forneceu ao Gaeco informações sobre operações relacionadas ao Fundo Radford, comunicou o Coaf e adotou medidas internas de controle após tomar conhecimento das investigações.
Com informações do g1 e GloboNews.