A cheia do rio Tietê, nos últimos dias 13 e 14, deixou grande quantidade de lixo e entulho acumulados no Parque de Lavras, em Salto, no interior de São Paulo. Imagens aéreas mostram os resíduos concentrados no interior da antiga Usina Hidrelétrica de Lavras.
O parque é administrado pelo Consórcio Parque Lavras. A empresa afirmou neste domingo (20) que ainda não sabe quando o lixo acumulado será retirado do local.
Segundo a concessionária, o entulho está molhado e precisa secar antes de ser removido. Após a coleta, os resíduos são encaminhados para o aterro sanitário de Salto.
Entre o material arrastado há garrafas e embalagens plásticas, latas de alumínio e outros resíduos sólidos urbanos descartados irregularmente.
Segundo a Prefeitura de Salto, o município retira do rio Tietê cerca de 130 toneladas de resíduos flutuantes por ano, em média.
A antiga Usina Hidrelétrica de Lavras, que hoje integra o Parque de Lavras, tem mais de um século de história. Começou a ser construída em 1904 e entrou em operação em 1906. A energia produzida inicialmente atendia Itu e, depois, passou também a abastecer Salto.
Desativada em 1956, a área passou em 1971 para a Prefeitura de Salto. Em 1992, o espaço foi transformado em parque, preservando as antigas instalações da hidrelétrica e incorporando a área verde às margens do Tietê, segundo informações publicadas pelo historiador Elton Zanoni.