O prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (MDB), afirmou nesta quinta-feira, 17, que as obras antienchentes nas regiões do Galo Branco e do Jardim Palmeiras estão dentro do prazo e devem ser concluídas até dezembro. Caso os trabalhos não terminem até o fim de 2026, a previsão é que sejam finalizados em janeiro de 2027.
A declaração foi dada durante entrevista ao jornalista Corrêa Neves Jr., na manhã desta quinta-feira, 17, na Rádio Difusora. Segundo o prefeito, as duas intervenções estão mais adiantadas, enquanto a obra na região do Viaduto Dona Quita ainda está no início.
“Principalmente a do Galo Branco e a do Palmeiras estão adiantadas. A do Dona Quita ainda está no começo. Então, não dá para falar que tem atraso ou alguma coisa desse tipo. Mas as outras duas, que já estão bem adiantadas, estão dentro do prazo”, disse.
De acordo com Alexandre, os trabalhos nas duas obras mais avançadas estão concentrados na preparação das peças que serão instaladas dentro dos córregos com o auxílio de um guindaste. Segundo ele, a estratégia facilita a execução dos serviços.
Na obra do Galo Branco, a Prefeitura precisou alterar uma etapa do planejamento para proteger uma tubulação da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) que passa sob a pista. Segundo Alexandre, a passagem de caminhões pelo local foi proibida há cerca de um a dois meses devido ao risco de a estrutura ceder com o peso dos veículos.
Após uma avaliação da Sabesp, foram indicadas medidas de proteção, entre elas a colocação de mais pedras em alguns pontos e a construção de uma parede de contenção.
“Vamos proteger. Nós colocamos, em alguns lugares, mais pedras por baixo e agora estamos colocando uma parede de contenção para segurar, para não corrermos o risco de ter um rompimento dessa tubulação”, afirmou.
Alexandre explicou que a proteção do emissário não estava prevista no planejamento inicial, mas foi incorporada após a identificação do risco. Ele também afirmou que a empresa responsável pelas obras tem atendido às demandas da Prefeitura e avaliou como boa a qualidade dos serviços.
Durante a entrevista, o prefeito também comentou os efeitos das chuvas de setembro sobre o cronograma. Segundo ele, a previsão inicial era de que o período chuvoso começasse em outubro, mas a antecipação não comprometeu, até o momento, o planejamento das obras.
“Essa chuva agora de setembro não estava prevista. A gente achava que ia chover a partir de outubro, meio de outubro. Ela se antecipou, mas parece que é pontual, parece que vai ser nessas duas semanas”, disse.
Sobre as interdições na região do Galo Branco, Alexandre afirmou que o trânsito na avenida Antônio Barbosa Filho está fluindo, embora os motoristas enfrentem um deslocamento mais lento.
Segundo ele, o tráfego segue pela região da rotatória das ruas Cuba, Bolívia e Chile, sem a necessidade de parada em um cruzamento em frente ao posto Galo Branco.
A Prefeitura também contratou a Fipec (Fundação Instituto de Pesquisa Ensino e Cultura da Facef) para realizar estudos de trânsito. Além disso, firmou um convênio com a Associação dos Engenheiros e Arquitetos para avaliar soluções em pontos considerados mais complicados, como as regiões do Leporace, Moacir Vieira Coelho e Abrahão Brickmann.
Questionado sobre as críticas relacionadas ao momento de execução e à velocidade das obras, Alexandre Ferreira afirmou que a intervenção é necessária, apesar dos impactos provocados pelas interdições.
Alexandre disse que a Prefeitura levou três anos para conseguir os recursos financeiros e que as obras já deveriam ter sido realizadas anteriormente.
“Faz três anos que eu estou brigando para esse recurso financeiro vir, e essa obra já era para ter sido feita lá atrás, por outros prefeitos, que não eu”, declarou.
Alexandre também relacionou a demora na execução à falta de recursos e de representação política de Franca. Segundo ele, foi necessário buscar apoio de um deputado de fora da cidade para viabilizar os R$ 40 milhões destinados às obras.
“Agora, nós precisamos de representatividade. Nós precisamos ter deputados estaduais e federais eleitos. Porque aí nós vamos conseguir ter acesso ao dinheiro. Uma obra que está quase 14 anos atrasada”, afirmou.