A Justiça decretou a prisão preventiva do homem de 32 anos suspeito de matar o próprio pai, Orivaldo Muniz Pacheco, de 74 anos, em Araçatuba. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na manhã desta quinta-feira (17).
O investigado havia sido preso em flagrante pela Polícia Militar na noite de quarta-feira (16), horas depois de a família encontrar o corpo da vítima em um quarto nos fundos da residência, na Rua Canjiro Takebe, no Jardim Casa Nova.
Durante o registro da ocorrência, o homem prestou depoimento e apresentou à Polícia Civil sua versão sobre o homicídio.
Segundo o boletim de ocorrência, o investigado confessou ter matado o pai. Ele relatou que os dois mantinham desavenças constantes, principalmente quando consumiam bebidas alcoólicas.
O homem declarou ser usuário de cocaína e afirmou que, na noite de terça-feira (15), retornou à residência por volta das 23h após consumir bebida alcoólica e usar a droga.
Segundo sua versão, o pai também estaria embriagado e o teria seguido até o cômodo onde ele morava, nos fundos da residência, iniciando uma discussão.
Ainda de acordo com o depoimento, o investigado afirmou que perdeu o controle e passou a agredir o pai com socos.
Ele declarou que, durante as agressões, Orivaldo caiu e bateu a cabeça em um tanque de lavar roupas, sofrendo intenso sangramento. O suspeito disse que continuou a agredi-lo até perceber que o pai não reagia mais.
Em seguida, segundo seu relato, cobriu o corpo e o arrastou até o quarto, onde o deixou ao lado da cama.
A versão apresentada pelo investigado ainda será confrontada com os demais elementos da investigação e com os resultados dos exames periciais.
O homem também declarou que permaneceu no imóvel e dormiu após o crime. Na manhã seguinte, segundo seu depoimento, limpou vestígios de sangue antes da chegada da mãe, que havia passado a noite fora cuidando de uma familiar.
Inicialmente, teria dito à mãe que o pai havia saído e que o sangue era decorrente de um ferimento dele próprio.
Posteriormente, segundo o registro, admitiu à mãe ter matado Orivaldo e indicou onde estava o corpo. Em seguida, deixou a residência levando algumas peças de roupa.
Com informações sobre as características do investigado, policiais militares iniciaram buscas e o localizaram em um terreno baldio no bairro São José.
Segundo o boletim, ele não resistiu à abordagem e novamente confessou o homicídio aos policiais.
A Polícia Civil formalizou a prisão em flagrante e registrou o caso como homicídio. O boletim menciona, nesta fase da investigação, as qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima.
Após audiência de custódia nesta quinta-feira, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.
A Polícia Civil prossegue com a investigação. Os exames periciais deverão auxiliar no esclarecimento da dinâmica e da causa da morte.