O estado de São Paulo registra 36 casos de sarampo em 2026, segundo atualização da SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde) desta terça-feira (15). Eram 32 até a última sexta-feira (11).
Dos quatro novos registros, três são de moradores da cidade de São Paulo: dois meninos menores de 2 anos, ambos com esquema vacinal incompleto, e uma mulher de 24 anos, com histórico de vacinação.
O quarto caso é de um homem de 36 anos, morador de Santo André, também com histórico de vacinação. É o primeiro registro da doença neste ano no município, localizado no ABC.
Durante todo o ano passado foram registrados dois casos no território paulista.
Com os novos casos, a capital concentra 32 das ocorrências no estado. São Bernardo do Campo, também no ABC, tem dois registros, enquanto Guarulhos, na região metropolitana, e Santo André têm um caso cada um.
Do total, 26 pacientes não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou estavam com esquema vacinal incompleto.
O sarampo é uma doença de transmissão respiratória causada por um vírus. Os sintomas mais comuns são febre alta, manchas vermelhas pelo corpo (exantemas), conjuntivite, coriza, mal-estar e tosse seca.
A transmissão do sarampo acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Pneumonia, infecção no ouvido, encefalite e morte.
As crianças menores de 5 anos (em especial, abaixo de 1 ano) e pessoas imunodeprimidas.
Não existe. São tratados os sintomas para reduzir o desconforto.
Sim, quem teve sarampo desenvolve uma imunidade de memória suficiente para se proteger pelo resto da vida. No entanto, quem não sabe se já teve a doença ou não tem comprovação de vacinação é orientado a se vacinar.
Sim, é segura e eficaz. É uma das vacinas com menos restrições de uso. É contraindicada a imunossuprimidos e bebês menores de 6 meses. Pessoas com alergia a algum componente da vacina ou que já tiveram reação adversa devem buscar orientação na unidade de saúde.
Gestantes não devem tomar a vacina, pois ela é composta por vírus vivo atenuado, o que representa um risco durante a gravidez.
Está disponível gratuitamente em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) nos 645 municípios do estado de São Paulo.
A imunização é a principal forma de prevenção. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do estado.
O Ministério da Saúde recomenda duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui proteção contra varicela).
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.
Na última quarta (9), a vacinação indiscriminada contra o sarampo de pessoas com idades entre 6 meses e 59 anos foi retomada em São Paulo nos distritos de Vila Maria, Vila Medeiros e Vila Guilherme, todos na zona norte da cidade.
Na capital paulista, os imunizantes estão disponíveis em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e AMAs/UBSs Integradas, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados nas AMAs/UBSs Integradas, no mesmo horário.
Os munícipes podem consultar a unidade mais próxima de sua residência por meio da plataforma Busca Saúde: buscasaude.prefeitura.sp.gov.br.