15 de setembro de 2026
FRAUDE EM AÇOUGUE

Dupla é presa por usar químico em carne estragada em Indaiatuba

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação/Polícia Civil
Gerente e subgerente foram presos; polícia afirma que nitrito de sódio era usado para mascarar cheiro e cor de carnes deterioradas.

O gerente e o subgerente de um açougue foram presos em flagrante em Indaiatuba depois que a Polícia Civil encontrou cerca de 350 quilos de carnes impróprias para consumo no estabelecimento. Segundo a investigação, os responsáveis utilizavam nitrito de sódio nos produtos deteriorados para esconder o mau cheiro e modificar a coloração, antes de colocá-los à venda.

A ação foi realizada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vinculada à Deic, após denúncias sobre irregularidades no comércio. Durante a vistoria, os policiais localizaram carnes vencidas e outros produtos em processo de deterioração.

O nitrito de sódio, segundo a apuração policial, era aplicado justamente para dar uma aparência melhor às peças e reduzir os sinais de deterioração percebidos pelo consumidor. A substância foi apontada pelos investigadores como parte do mecanismo usado para manter os produtos expostos à venda.

Coração suíno era usado em hambúrguer e carne moída

A fiscalização também encontrou outra irregularidade no processamento dos alimentos. De acordo com a Polícia Civil, o estabelecimento utilizava coração suíno moído na fabricação de hambúrgueres e carne moída, prática apontada como irregular diante das normas sanitárias aplicáveis ao produto comercializado.

A Vigilância Sanitária de Indaiatuba foi chamada ao local e acompanhou a ocorrência. O órgão determinou a inutilização e o descarte dos 350 quilos de alimentos, entre cortes bovinos, suínos, aves e miúdos.

A Perícia Técnica também esteve no açougue para recolher elementos que serão usados na investigação.

Presos sem fiança na delegacia

O gerente e o subgerente foram presos em flagrante por suspeita de crime contra as relações de consumo. Segundo a Polícia Civil, não houve concessão de fiança na esfera policial em razão da natureza da ocorrência.

A autoridade responsável pelo caso também encaminhou à Justiça pedido de prisão preventiva dos dois investigados.