O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pede que o ex-delegado-geral da Polícia Civil Ulisses Gabriel pague até R$ 795 mil por supostas irregularidades na condução e divulgação da investigação sobre a morte do cão Orelha, em Florianópolis.
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A cobrança consta em uma ação de improbidade administrativa. Segundo o MPSC, declarações públicas feitas durante a apuração podem ter configurado violação de sigilo funcional, abuso de autoridade e antecipação de culpa de investigados.
A Promotoria também afirma que, embora a investigação estivesse formalmente sob responsabilidade de delegacias especializadas, havia indícios de que Ulisses assumiu diretamente a condução do caso. Entre os pontos analisados estão declarações dadas em uma coletiva de imprensa em 27 de janeiro.
A defesa do ex-delegado nega irregularidades e afirma que ele atuou como porta-voz institucional da Polícia Civil.
A Polícia Civil apontou a participação de adolescentes na morte do animal e pediu a internação de um deles. Três adultos também foram indiciados por suspeita de coação no curso do processo.
Em maio, porém, o próprio MPSC pediu o arquivamento da investigação, após analisar quase 2 mil arquivos, incluindo vídeos, imagens, dados de celulares e laudos, as Promotorias concluíram que os adolescentes e Orelha não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão.
Segundo o Ministério Público, as evidências indicaram que a morte do cão estava relacionada a uma condição grave e preexistente, e não a uma agressão humana. A Justiça posteriormente aceitou o arquivamento por falta de provas.
Com informações do Metrópoles.