O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) chamou de "fajuta" a operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (10) e que apura o envio de emendas parlamentares para a produtora do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ele afirmou ainda que sua defesa vai entrar com um pedido ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, para que o ministro Flávio Dino seja investigado por essa "articulação política" por suposta tentativa de interferir nas eleições.
Durante transmissão nas redes sociais nesta quinta, o candidato a presidente insinuou que houve uma troca de favores entre Dino e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Após o ministro do STF André Mendonça ter afastado Andrei da Polícia Federal, na terça (8), Dino o reintegrou ao comando da corporação, o que Flávio chama de "uma canetada completamente ilegal".
"O nome da operação tinha que ser 'tentativa de golpe'", disse Flávio, na live. "Faltam 24 dias para a eleição, eles precisam inventar alguma coisa contra mim."
Flávio diz que a produtora do filme, Karina Gama, estaria sendo ameaçada. "Com toda a tranquilidade do mundo, mais uma vez: não tem nada de errado com o filme do Bolsonaro. Foi tudo redondinho, investimento privado num filme privado", disse Flávio durante transmissão semanal nas redes sociais.
"Se o filme fosse do 'rocambole de toga' não ia ter problema nenhum", disse.
A expressão é usada por apoiadores do presidenciável para se referir a ministros.
O candidato do PL nega as suspeitas de que dinheiro público teria sido usado no financiamento do filme "Dark Horse". Segundo ele, a operação é uma "tentativa de interferência política nas eleições".
Flávio também disse estar decepcionado com o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por ter se reunido com o ministro do STF Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quinta-feira (10) contra 29 pessoas ligadas ao filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, que teriam participado de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares para a produção.
A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, no âmbito da investigação que apura o uso indevido de recursos públicos para o filme. O caso chegou à corte por meio de uma representação feita pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP)