Pesquisas da Quaest divulgadas entre 24 de agosto e 4 de setembro mostram um cenário dividido na corrida presidencial de 2026. Lula (PT) aparece à frente, fora da margem de erro, em nove estados, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) lidera em sete.
Nos três maiores colégios eleitorais do país — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — os dois estão tecnicamente empatados. A mesma situação é registrada no Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Tocantins.
Lula lidera em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Os melhores resultados do presidente aparecem no Maranhão (58%), Ceará (54%), Pernambuco (54%), Rio Grande do Norte (54%) e Sergipe (53%).
Flávio Bolsonaro está à frente no Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Roraima e Santa Catarina. O senador registra 52% em Roraima, 45% em Rondônia e Santa Catarina, 43% em Mato Grosso e 42% no Acre.
Em São Paulo, Flávio Bolsonaro tem 30%, contra 29% de Lula. Em Minas Gerais, o senador aparece com 31% e o presidente, com 30%. No Rio de Janeiro, Flávio soma 31%, enquanto Lula tem 29%.
Na Bahia, Lula registra 50%, contra 17% de Flávio. No Ceará, a vantagem é de 54% a 16%. Em Pernambuco, o presidente tem 54% e o senador, 19%.
No Paraná, Flávio aparece com 41%, enquanto Lula tem 23%. Em Santa Catarina, o senador marca 45%, contra 20% do presidente.
Goiás é o único estado em que Ronaldo Caiado (PSD) aparece numericamente na primeira posição. Ele tem 32%, contra 27% de Flávio Bolsonaro e 20% de Lula. A diferença entre Caiado e o senador está dentro da margem de erro.
As pesquisas têm margem de erro de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais estados. Não haverá levantamento da Quaest com eleitores do Piauí.
Os cenários apresentados não incluem Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível. O TSE ainda vai decidir sobre a possibilidade de continuidade de sua candidatura. Nas pesquisas completas, os cenários com e sem Marçal estão disponíveis. O melhor desempenho dele aparece em Mato Grosso do Sul, com 5%.