É incomum ver astros da NBA, com seus mais de 2 metros e altura, de perto. O tamanho impressiona qualquer um. E não foi diferente na vinda de OG Anunoby, campeão da liga recentemente com o New York Knicks, e Julius Randle, agora no Brooklyn Nets, ao Shopping Anália Franco, no Tatuapé, zona leste de São Paulo.
Randle, nascido em Dallas, no Texas (EUA), considera que esta é sua primeira vez "realmente" no Brasil. "Já estive aqui uma vez, provavelmente quando tinha uns 16 anos, mas era muito jovem, então não entendia muito bem o que estava acontecendo", contou o ala-pivô, em entrevista ao UOL, nesta quarta-feira (2).
Perguntados sobre Tiago Splitter, primeiro brasileiro a ser campeão da NBA como jogador e, agora, o primeiro técnico principal do país na liga, Randle e Anunoby concordaram que seus times são durões.
"Os times dele estão sempre bem preparados, sempre jogam duro. Então ele é um grande técnico, está ficando cada vez melhor. Acho que é incrível", disse Anunoby.
O time dele jogava muito duro, jogava com muito orgulho e muita força. E jogava junto. Então, esse é o basquete. Esses são alguns dos valores fundamentais do jogo, e o time dele parecia ter isso.Julius Randle, ala-pivô do Brooklyn Nets, ao UOL
Randle e Anunoby foram trazidos ao país pela Skechers, marca norte-americana de calçados que fornece os tênis que eles usam em quadra. Os dois passarão por São Paulo e Rio de Janeiro nesta semana.
Splitter foi técnico interino do Portland Trailblazers na temporada passada e levou o time aos playoffs, sendo eliminado na primeira rodada pelo vice-campeão San Antonio Spurs. Em junho, foi anunciado pelo Chicago Bulls como novo treinador.
Com oito campeões diferentes nas últimas oito temporadas, a NBA vem se mostrando cada vez mais competitiva. Dinastias como as de Golden State Warriors, Los Angeles Lakers ou Chicago Bulls parecem estar longe de acontecer novamente.
"Torna tudo mais emocionante para os jogadores. A gente não sabe quem vai ganhar, então é preciso prestar atenção na temporada regular. Acho que é simplesmente divertido para todo mundo, para todos os envolvidos", avaliou Anunoby, que também foi campeão em 2019, quando jogava pelo Toronto Raptors.
Herói dos Knicks na maior virada da história da NBA em um jogo das Finais, o ala tem ascendência nigeriana, mas nasceu em Londres, na Inglaterra, onde seu pai era professor, antes de se mudar para os EUA, com quatro anos. A mãe competia no atletismo e morreu quando ele tinha apenas um ano.
Sobre uma possível realização de um jogo da liga norte-americana em solo brasileiro, Anunoby também vê diversão na ideia. "Acho que seria incrível para os times jogarem aqui. Continuar fazendo o basquete crescer por aqui. Acho que o Brasil é um lugar incrível", disse.
Randle ainda não conquistou o seu anel de campeão, mas foi pelo mesmo caminho quanto à competitividade. "Eu realmente não acho que seja mais difícil. Acho que é mais divertido", opinou.
Selecionado pelos Lakers em 2014, ele deixou a equipe em 2018 e, desde então, passou por New Orleans Pelicans, New York Knicks, Minnesota Timberwolves e, agora, iniciará a temporada 2026/27 com o Brooklyn Nets.
"No começo da minha carreira, era meio que sempre os mesmos times chegando à final e disputando o título. Mas agora está tudo muito mais equilibrado e competitivo. Então é muito divertido", disse Julius Randle, ala-pivô do Brooklyn Net.