A possibilidade de o Brasil desenvolver armas nucleares voltou ao debate após o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defender a produção desse tipo de armamento como instrumento de soberania e defesa nacional.
Durante sabatina na TV Globo, nesta quarta-feira (26), Renan afirmou que o país precisa ter armas nucleares caso queira se tornar uma das cinco maiores potências mundiais nos próximos 30 anos.
A proposta envolve regras previstas na Constituição e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. O artigo 21 da Constituição estabelece normas para as atividades nucleares no território nacional, enquanto tratados internacionais tratam da fabricação e da posse de armas atômicas.
O Brasil utiliza tecnologia nuclear em áreas como geração de energia, medicina, pesquisa, indústria e defesa. O programa nuclear da Marinha também desenvolve um submarino de propulsão nuclear, sem produção de armas atômicas.
O país é signatário do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) desde 1998 e integra o Tratado de Tlatelolco, que estabeleceu a América Latina e o Caribe como zona livre de armas nucleares.