A Operação Posto Seguro, deflagrada pela Polícia Civil em Campinas, fiscalizou nove postos de combustíveis e terminou com duas prisões em flagrante, uma por suspeita de fraude na quantidade de combustível entregue ao consumidor e outra por furto de energia elétrica. A força-tarefa também levou ao fechamento de um estabelecimento por irregularidade administrativa.
A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG/Deic) de Campinas em duas etapas, nos dias 28 de julho e nesta terça-feira, dia 25 de agosto, com participação do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), CPFL e Prefeitura. As equipes verificaram bombas, qualidade do etanol e da gasolina, instalações elétricas e documentos dos estabelecimentos.
Um dos flagrantes ocorreu após os fiscais identificarem diferença superior a 100 mililitros a cada 20 litros de combustível comercializados. Segundo a Polícia Civil, a irregularidade na quantidade entregue resultou na prisão de um responsável. A segunda prisão ocorreu após a constatação de furto de energia elétrica em outro estabelecimento.
Além das verificações feitas durante a operação, foram coletadas amostras de combustível nos nove postos fiscalizados. O material será encaminhado ao Instituto de Criminalística para exames que deverão apontar se gasolina e etanol comercializados atendiam aos padrões exigidos.
A análise laboratorial poderá indicar eventuais problemas que não são perceptíveis apenas durante a fiscalização das bombas, incluindo alterações na composição ou na qualidade dos produtos. Por isso, novas medidas ainda poderão ser adotadas dependendo dos resultados dos laudos.
Na parte administrativa, a Prefeitura lacrou um dos postos por falta de alvará. A CPFL também notificou outro estabelecimento após encontrar uma irregularidade nas instalações elétricas que, segundo o balanço policial, não configurou crime.