22 de agosto de 2026
ATIVIDADE SÍSMICA

Terremotos atingem América do Sul, e o Brasil, corre risco?

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Captura de tela/X
A sequência recente de fortes tremores na América do Sul levantou dúvidas sobre a possibilidade de esses eventos atingirem o Brasil.

Embora o Brasil esteja distante das principais bordas de placas tectônicas, terremotos também podem ocorrer no país. A atividade sísmica brasileira, porém, é geralmente menor do que a registrada em regiões como Peru e Colômbia, que ficam no encontro das placas de Nazca e Sul-Americana.

A sequência recente de fortes tremores na América do Sul levantou dúvidas sobre a possibilidade de esses eventos atingirem o Brasil. Segundo a geofísica Susanne Maciel, da Universidade de Brasília (UnB), informou à BBC Brasil, os terremotos registrados em diferentes países não apresentam, até o momento, evidências de relação causal entre si.

Terremoto no Peru

O Peru registrou na quinta-feira (20) um terremoto de magnitude 7,2, segundo o Instituto Geofísico do Peru. O tremor deixou três pessoas feridas, afetou 22 residências e seis escolas e foi sentido inclusive em Lima, a capital. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimou o evento em magnitude 6,7.

Nos últimos meses, também foram registrados fortes terremotos na Colômbia e na Venezuela, além de tremores de grande magnitude em outras regiões do mundo. A concentração desses eventos, no entanto, não significa que a atividade sísmica global esteja aumentando.

Segundo o Centro Nacional de Informações sobre Terremotos dos EUA, cerca de 20 mil terremotos são registrados no mundo a cada ano. A ocorrência varia ao longo do tempo, e períodos com maior concentração de tremores fazem parte da variação estatística esperada.

O Brasil também registra terremotos, mas a maioria dos eventos é de baixa magnitude. O país não está localizado numa borda de placa tectônica, como Peru e Colômbia, o que reduz a frequência de grandes abalos.

Ainda não existem ferramentas capazes de prever exatamente quando, onde e com qual magnitude haverá um terremoto. No entanto, tecnologias de monitoramento permitem detectar alguns tremores logo após o início e emitir alertas para áreas que ainda serão atingidas pelas ondas mais fortes.

Com informações da BBC News Brasil.