15 de agosto de 2026
COTIDIANO

Homem morre após queda do 14º andar em Londrina; 4 são presos

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Polícia apura se vítima se lançou do 14º andar ou se foi projetado pelos suspeitos

A Polícia Civil do Paraná investiga a morte de um homem de 27 anos após a queda do 14º andar de um edifício em Londrina, no norte do estado, na manhã desta sexta-feira (14).

Segundo a investigação, Alexandre Rodrigues Ramos teria sido agredido, ameaçado, amarrado e mantido trancado em um cômodo do apartamento por quatro homens que estavam no imóvel.

Os quatro suspeitos foram presos em flagrante e autuados por tortura qualificada pelo resultado morte e fraude processual. Os nomes deles não foram divulgados. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

A dinâmica da queda ainda não foi esclarecida. A polícia apura se Alexandre se lançou do 14º andar ou se foi projetado pelos suspeitos.

Segundo a polícia, Alexandre estava no apartamento na noite de quinta-feira (13), quando foi confrontado pelos quatro homens, que suspeitavam que ele tivesse furtado uma máquina fotográfica.

Ele teria sido levado para um dos cômodos, onde foi mantido preso com as mãos e os pés amarrados por uma extensão. A vítima também teria sido agredida e ameaçada de morte.

Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos teriam obrigado Alexandre a ingerir dois comprimidos de um medicamento controlado. A corporação apura se a substância interferiu na capacidade de reação da vítima antes da queda.

A ocorrência foi inicialmente comunicada como uma possível morte por suicídio. Durante as primeiras diligências, porém, os agentes encontraram elementos que levaram ao aprofundamento da investigação.

A chave do cômodo de onde Alexandre teria caído estava do lado de fora da porta, segundo a Polícia Civil. Os investigadores também descobriram que a extensão usada para amarrá-lo havia sido escondida.

A perícia deverá ajudar a reconstruir a dinâmica da queda. A polícia considera a possibilidade de Alexandre ter se lançado do prédio em uma tentativa de escapar das agressões ou em meio ao estado alterado provocado pelo medicamento. Também não foi descartada, no entanto, a hipótese de que ele tenha sido lançado por um dos envolvidos.

Suspeita de furto motivou agressões

Segundo a investigação, os quatro homens teriam confrontado Alexandre por acreditarem que ele havia furtado uma máquina fotográfica avaliada em cerca de R$ 12 mil.

Durante as diligências, a polícia apurou que o equipamento havia sido repassado por outra pessoa em troca de um celular e de uma quantia em dinheiro. Duas pessoas levadas à delegacia teriam confessado os crimes, segundo a corporação.

O caso também envolve uma possível fraude processual. A Polícia Civil afirma que os envolvidos esconderam a extensão usada para prender Alexandre.

Seis pessoas estavam no apartamento: Alexandre, a namorada dele, os quatro presos e outro homem, que procurou a polícia após a chegada das equipes.

Em depoimento, a namorada afirmou que percebeu o que estava acontecendo e tentou entrar no cômodo onde Alexandre estava. Segundo a Polícia Civil, ela relatou ter sido ameaçada por um dos suspeitos e disse ter ouvido pancadas.

A corporação também vai apurar uma possível omissão de socorro por parte da mulher, considerando as circunstâncias em que ela estava no imóvel e as ameaças que teria relatado.

De acordo com a investigação, Alexandre e a mulher estavam juntos havia poucos meses.

A Polícia Civil do Paraná informou que aguarda os resultados da perícia e continua as diligências para esclarecer a dinâmica da queda, as circunstâncias da morte e a participação de cada envolvido.