14 de agosto de 2026
LIBERTADORES

Corinthians fica com um a menos, mas deixa Argentina vivo

da Folhapress
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Divulgação/Corinthians
Hugo Souza, goleiro do Corinthians

O Corinthians obteve na Argentina, na noite de quinta-feira (13), um resultado considerado positivo pelos jogadores e pelo técnico Fernando Diniz na primeira perna das oitavas de final da Copa Libertadores. Ao fim dos 90 minutos de disputa, o placar no Gigante de Arroyito, em Rosário, apontou 0 a 0.

A formação alvinegra se segurou com um jogador a menos desde os 35 minutos do segundo tempo, quando Allan foi expulso. E conseguiu deixar tudo para a partida de volta, marcada para a próxima quinta (20), no estádio de Itaquera, em São Paulo. Quem vencer avançará às quartas. Em caso de novo empate, haverá disputa por pênaltis.

Na equilibrada partida, os atletas do time preto e branco conseguiram deixar para trás o caos administrativo do clube, que desistiu de acordo para renovação do contrato com o atacante Memphis na última terça e revoltou a torcida. A defesa fez o possível para segurar o experiente e talentoso Ángel Di María. E a classificação é ao menos uma possibilidade na próxima semana.

O confronto não se desenrolou sem mais uma acusação de racismo em campos argentinos. Durante o segundo tempo, o goleiro Hugo chamou o árbitro e disse ter sido alvo de injúrias raciais de torcedores presentes atrás do gol. O juiz cumpriu o protocolo antirracismo e paralisou brevemente o duelo, registrando a acusação.

Em campo, como não era difícil prever, a partida foi repleta de jogadas duras, provocações e discussões. No tenso primeiro tempo, o Corinthians teve a melhor oportunidade, em cabeceio de Bidu no travessão após cobrança de falta de Matheuzinho, e ainda um chute perigoso de Kaio César, mas também um momento de aflição.

Em disputa na área alvinegra, Gabriel Paulista cortou cruzamento rasteiro de Cantizano. A bola tocou em sua coxa e depois em seu braço esquerdo, em posição de apoio. O árbitro de vídeo uruguaio Christian Ferreyra chamou o compatriota Andrés Matonte para ver o lance, indicando pênalti. O juiz principal observou a jogada e fez cara feia para o VAR.

Exceção feita a esse momento, de maneira geral, a etapa inicial foi positiva para a formação alvinegra. Evitou grandes riscos na defesa, conseguiu equilibrar a disputa da posse de bola e teve seus momentos de pressão. Aí, na virada para o segundo tempo, o Rosario, previsivelmente buscou o ataque mais agressivamente.

O Corinthians não teve após o intervalo a ameaça ofensiva que ofereceu antes, mas conseguiu se segurar. Ainda que a tarefa tenha ficado mais difícil quando Allan cometeu sua segunda falta dura e foi expulso, o alvinegro terminou a primeira perna do confronto das oitavas vivo, apesar das estocadas do adversário, com bons passes de Di María, e do próprio caos administrativo, interminável.