24 de agosto de 2026
ARAÇATUBA

Câmara cobra censo de cães e gatos em meio à falta de vagas

Por Wesley Pedrosa | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Câmara de Araçatuba
Vereadores querem dados oficiais para orientar castração, vacinação e combate ao abandono

A falta de espaço para receber animais resgatados tem ampliado a pressão sobre entidades de proteção animal em Araçatuba. Com abrigos e organizações enfrentando dificuldades para acolher novos cães e gatos vítimas de abandono ou maus-tratos, a ausência de dados precisos sobre a população animal do município também entrou no radar da Câmara.

Durante a 24ª sessão ordinária do ano, realizada na segunda-feira (10), os vereadores Damião Brito (Rede), Luís Boatto (Solidariedade) e João Moreira (PP) apresentaram um requerimento pedindo informações ao Executivo sobre a existência de um levantamento oficial da quantidade de cães e gatos na cidade.

O documento questiona se a Prefeitura possui censo, cadastro ou estimativa da população animal e qual órgão municipal é responsável por produzir e atualizar essas informações. Os parlamentares também querem saber qual metodologia é utilizada e com que frequência os números são revisados.

Outro ponto levantado é a participação de Araçatuba no SinPatinhas, sistema nacional de identificação de animais domésticos. O requerimento busca informações sobre as medidas adotadas pelo município para acompanhar as políticas nacionais relacionadas ao cadastro e à identificação dos animais.

A preocupação não é apenas estatística. Segundo os vereadores, saber quantos cães e gatos existem na cidade pode ajudar o poder público a dimensionar ações como vacinação, castração, microchipagem, atendimento veterinário e controle populacional.

O levantamento também pode contribuir para o planejamento das políticas de proteção animal em um momento em que entidades enfrentam dificuldades para receber novos animais. Sem estrutura suficiente para acolhimento, casos de abandono e maus-tratos acabam aumentando a pressão sobre protetores independentes e organizações que já trabalham perto do limite.

O requerimento agora aguarda as respostas do Executivo para esclarecer quais dados estão disponíveis e de que maneira essas informações vêm sendo utilizadas no planejamento das ações municipais voltadas à causa animal.