Um trabalhador de 60 anos morreu após ser atropelado e esmagado por uma pá carregadeira dentro de uma madeireira localizada às margens da Rodovia Oswaldo Cruz, no bairro Cataguá, em Taubaté, na manhã desta quinta-feira (23). A vítima sofreu graves ferimentos na região abdominal e nas pernas, foi socorrida pelo Samu e encaminhada ao Hospital Regional, mas não resistiu.
De acordo com a Polícia Civil, o acidente aconteceu por volta das 7h11, em uma das vias internas de circulação da empresa. O caso foi registrado como morte suspeita e acidental. A perícia esteve no local, e foram solicitados exames necroscópico e toxicológico para auxiliar na investigação.
Segundo o boletim de ocorrência, o técnico de segurança do trabalho informou que o trabalhador teria tentado subir na pá carregadeira enquanto o equipamento se deslocava por um trecho de subida dentro da fábrica.
Conforme o relato, ele tentou se segurar na estrutura superior da máquina, mas perdeu o apoio das mãos e dos pés, caindo sob o veículo. A pá carregadeira passou sobre a vítima, causando esmagamento na região abdominal e nos membros inferiores.
O técnico afirmou, entretanto, que não presenciou o acidente. As informações foram repassadas por outros funcionários da empresa e ainda serão confirmadas pela investigação.
O operador da pá carregadeira também foi ouvido pela Polícia Civil. Em depoimento, ele afirmou que conduzia a máquina em baixa velocidade quando o trabalhador se aproximou pela lateral e tentou alcançar a escada do equipamento.
Segundo o operador, ele não percebeu a aproximação antes do impacto. Assim que notou o acidente, parou imediatamente a máquina. Ainda de acordo com o relato, a vítima permaneceu consciente nos primeiros instantes após o atropelamento, até a chegada do socorro.
Essa é a principal hipótese levantada nos depoimentos iniciais. O técnico de segurança declarou acreditar que o trabalhador tentava pegar uma carona na máquina para se deslocar até outro setor da madeireira. O operador também afirmou ter entendido que essa seria a intenção.
Apesar disso, a Polícia Civil ressalta que essa versão ainda não está confirmada. A perícia irá analisar a posição do equipamento, os vestígios deixados no local, a área de circulação e a compatibilidade entre os depoimentos e as lesões apresentadas pela vítima.
Até o momento, o boletim de ocorrência não informa se outras testemunhas presenciaram toda a sequência do acidente nem se o trabalhador chegou a explicar por que se aproximou da máquina antes de ser atingido.