O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou nesta quinta-feira (23) o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, com dados referentes a 2025. O levantamento mostra que os estados das regiões Norte e Nordeste concentram as maiores taxas de mortes violentas intencionais do país.
A lista é encabeçada por Maranguape, na região metropolitana de Fortaleza, que fechou o ano com 100,3 mortes violentas intencionais para cada 100 mil moradores —uma taxa cinco vezes superior à média nacional, de 19,1 por 100 mil habitantes.
Em mortes violentas estão incluídos homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte, roubo seguido de morte, feminicídios e mortes decorrentes de intervenção policial.
O Ceará tem mais duas cidades no top 10: Maracanaú, em terceiro, com taxa de 80,7, e Caucaia, em sétimo, com 66,6.
Esses números podem ser explicados pela disputa entre facções criminosas no estado, o que mantém alto o índice de violência.
Eunápolis, na Bahia, é a segunda com 85,1 mortes violentas. O estado ainda tem Porto Seguro, Simões Filho, Jequié e Juazeiro na lista.
Completam o ranking Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, e Santa Rita, na Paraíba.
Quando levados em conta os dados apenas de mortes em decorrência de intervenção policial, a Bahia domina com seis cidades entre as dez com maiores taxas de mortalidade a cada 100 mil habitantes.
Porto Seguro lidera com 32,3 mortes, seguida por Eunápolis, com 29,7. Na sequência, vêm Marituba, no Pará, com 28,5, e Itabaiana, em Sergipe, com 22.
Japeri, na região metropolitana do Rio de Janeiro, aparece em nono, com 17,6 mortes para cada 100 mil moradores.
Taxa por 100 mil habitantes
Maranguape (CE) - 100,30
Eunápolis (BA) - 85,10
Maracanaú (CE) - 80,7
Porto Seguro (BA) - 71,2
Simões Filho (BA) - 68,10
Jequié (BA) - 67,4
Caucaia (CE) - 66,60
Cabo de Santo Agostinho (PE) - 65,10
Santa Rita (PB) - 60,90
Juazeiro (BA) - 55,80
Taxa por 100 mil habitantes