A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou uma mulher de 42 anos pela morte da mãe idosa em um incêndio na cidade de Boa Esperança, no sul do estado. Ocorrido em 12 de maio, o caso foi inicialmente tratado como acidental.
Após investigação, os agentes concluíram que o fogo foi resultado de uma ação criminosa. Ele teria sido planejado "pela suspeita para ocultar um fato anterior", informou a corporação.
Segundo a polícia, mãe e filha tiveram uma discussão de ordem patrimonial. Logo depois, a idosa teria caído no quarto e batido com a cabeça. "Tomada pelo desespero e na tentativa de encobrir o ocorrido, a suspeita teria então utilizado álcool para incendiar o cômodo", afirmou a polícia.
Acreditava-se, a princípio, que a casa teria pegado fogo por causa de um curto-circuito nas instalações elétricas. "Após a elaboração de laudos técnicos e a formalização de depoimentos de especialistas em eletricidade, a polícia descartou a probabilidade", explicaram os investigadores.
Equipe também identificou que a cronologia do caso é incompatível com um acidente ao analisar imagens de câmeras de segurança da região. Nos registros, foi possível verificar que as chamas começaram no cômodo onde a vítima estava. As imagens mostram fumaça "menos de dois minutos após a suspeita deixar o local", disse a PC-MG.
"Imagens mostram ainda a mulher aguardando transporte, sem retornar para prestar socorro à mãe, o que reforçou os indícios do envolvimento da suspeita no incêndio", disse a Polícia Civil de Minas Gerais, em nota.
Corpo da vítima foi encontrado carbonizado pelo Corpo de Bombeiros. A filha poderá responder pelo crime de homicídio qualificado pelo emprego de fogo e meio cruel.