15 de julho de 2026
FRANÇA

Deschamps lamenta erros, questiona arbitragem e valoriza memórias

Por Marcos Guedes | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Fifa
O técnico Didier Deschamps, após a derrota da França por 2 a 0 para a Espanha

Didier Deschamps lamentou a jornada de pouca inspiração de seus comandados na derrota por 2 a 0 da França para a Espanha, nas semifinais da Copa do Mundo. De saída da equipe no sábado (13), quando participará da disputa pelo terceiro lugar do torneio, o técnico procurou valorizar as boas memórias de 14 anos de trabalho, sem esconder a frustração no fim da linha.

"Nós ficamos abaixo de nossos padrões, com mais erros técnicos do que o comum. Deveríamos ter sido mais perigosos e tornado as coisas mais difíceis. Deveríamos estar nos 100% de nosso nível técnico e físico. Infelizmente, não foi possível. Então, estamos extremamente desapontados", afirmou.

O treinador, em seguida, teve o cuidado de enaltecer o trabalho do rival antes de retomar a lamentação pelos erros franceses. "Isto é o futebol de alto nível. Eles fecharam bem os espaços, são muito bem para ler trajetórias, impedir a transição. Quando você está em um nível abaixo, não consegue sair. Não achamos a chave para destravar nosso potencial."

Deschamps, então, um tanto irritado com as perguntas sobre os problemas da França, questionou a atuação do árbitro Iván Barton, de El Salvador, que foi auxiliado pelo compatriota David Morán e por Antonio Pupiro, da Nicarágua. Mas preferiu não mencionar especificamente sobre o que estava reclamando.

"Estamos decepcionados, é claro, os jogadores estão desolados. Houve coisas que não fizemos bem. Mas deixe-me fazer uma pergunta. Você acha que o árbitro estava à altura de apitar uma semifinal de Copa do Mundo?", declarou.

Pouco depois, um dos jornalistas presentes na entrevista voltou ao assunto e iniciou sua indagação afirmando: "Você falou que o árbitro não estava à altura".

Deschamps o interrompeu. "Não, eu não falei. Eu fiz uma pergunta. O que você acha?", esbravejou, recusando-se a dizer se sua queixa era sobre o pênalti apitado quando Digne atingiu Yamal ou outro lance: "Não vou entrar nesse debate".

O técnico, por fim, tratou brevemente do resultado de seu trabalho na seleção da França, com quatro Copas do Mundo disputadas. A equipe triunfou há oito anos, na Rússia, e ficou com o vice-campeonato há quatro, no Qatar.

"Estou orgulhoso por tudo o que fizemos na equipe nacional, os estágios que atingimos. Ganhamos uma Copa do Mundo, levamos o time ao nível mais alto, fizemos a final no Qatar. Tivemos momentos felizes. Hoje não foi um deles, temos que aceitar, mas sem esquecer tudo o que vivemos. Agora, claro, não estou feliz."