O Brasil ganhou 9.215 novos milionários em dólar ao longo de 2025 e encerrou o ano com cerca de 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão. Apesar do avanço, o país continua entre os mais desiguais do mundo em distribuição de riqueza, segundo o Global Wealth Report 2026, divulgado pelo banco UBS.
O levantamento mostra que o número de milionários cresceu 2,4% em relação ao ano anterior, mantendo o Brasil na liderança da América Latina nesse indicador. Para o estudo, são considerados milionários os adultos com patrimônio líquido acima de US$ 1 milhão, incluindo ativos financeiros e imóveis.
Ao mesmo tempo, o Brasil aparece na quarta posição entre os países com maior desigualdade patrimonial analisados pelo relatório. O estudo destaca que a riqueza continua concentrada em uma parcela reduzida da população, mesmo com o aumento do número de pessoas de alta renda.
O relatório também aponta que o país se mantém como o maior mercado de milionários da América Latina. A maior parte da riqueza das famílias brasileiras está aplicada em ativos financeiros, enquanto imóveis e outros bens representam pouco mais da metade do patrimônio bruto.
No cenário global, quase um milhão de pessoas passaram a integrar o grupo de milionários em 2025, impulsionadas principalmente pela valorização dos mercados financeiros. Mesmo com esse crescimento, a desigualdade patrimonial aumentou em diversos países, segundo o UBS.