24 de junho de 2026
TRÂNSITO

Mortes no trânsito caem 42% em Campinas

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMC
Metrópole registrou 15 mortes em vias urbanas até maio; motociclistas seguem como principais vítimas.

Campinas fechou os cinco primeiros meses de 2026 com queda de 42% nas mortes no trânsito em vias urbanas. Entre janeiro e maio, foram registrados 15 óbitos, contra 26 no mesmo período de 2025. Os dados são do Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado pela Emdec.

A redução também aparece entre os grupos considerados mais vulneráveis na circulação. As mortes de motociclistas e pedestres caíram 29% em comparação aos cinco primeiros meses do ano passado. O levantamento considera como vítima fatal a pessoa que morre em até 30 dias após o acidente.

Apesar da queda, os motociclistas continuam sendo o grupo com maior número de mortes no trânsito urbano de Campinas. Foram 10 óbitos até maio, o equivalente a 67% do total registrado nas ruas e avenidas da cidade. No mesmo período do ano passado, haviam sido 14 mortes de motociclistas.

Os atropelamentos fatais responderam pelos outros 33% dos casos em vias urbanas. De janeiro a maio, cinco pedestres morreram no trânsito campineiro, dois a menos que no mesmo intervalo de 2025. Os dados preliminares indicam que Campinas não registrou, no eixo urbano, mortes de ciclistas ou ocupantes de outros veículos neste ano.

Quando entram na conta também as rodovias que cortam o município, o total chega a 29 mortes no trânsito até maio. Foram 14 óbitos em rodovias e 15 em vias urbanas. No balanço geral, a queda foi de 36% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre todas as mortes registradas em vias urbanas e rodovias, 19 vítimas eram motociclistas, o equivalente a 65% do total. Outras seis eram pedestres, e quatro eram ocupantes de outros veículos.

A Emdec afirma que os resultados preliminares refletem ações permanentes de fiscalização e educação para reduzir comportamentos de risco. Até maio, foram realizadas 106 blitze integradas. Nessas operações, motocicletas responderam por 54% das condutas de risco identificadas, com mais de 2 mil infrações dentro de um universo de 3,8 mil registros.

A fiscalização também conta com 144 pontos eletrônicos e 19 pontos de videomonitoramento por câmeras. Em maio, a Emdec lançou ainda uma campanha permanente de atenção ao pedestre, em parceria com o Detran-SP, com abordagens educativas em pontos críticos da cidade até dezembro.

“Redobrar a fiscalização entre os motociclistas é uma forma de conduzi-los à correção dos comportamentos de risco no trânsito. E o nosso apelo pela proteção aos pedestres vem alcançando diferentes regiões da cidade”, afirmou o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

Entre as 15 mortes registradas em vias urbanas, sete já tiveram as causas analisadas. A falta de habilitação apareceu em três casos, o equivalente a 43% dos registros avaliados. A ausência de capacete foi identificada em dois casos, ou 29%. Álcool na direção, velocidade, direção perigosa, evitabilidade, comportamento do pedestre e violência urbana apareceram uma vez cada. Um mesmo caso pode envolver mais de um fator de risco.

Segundo a Emdec, os últimos cinco boletins divulgados apontam quedas consecutivas nos índices de mortes no trânsito em Campinas, tanto nas vias urbanas quanto entre pedestres e motociclistas.