A Polícia Militar prendeu, na noite deste domingo (21), um homem de 31 anos suspeito de esfaquear o ex-companheiro de sua esposa durante uma briga no bairro Atlântico, em Araçatuba. O caso mobilizou equipes policiais após uma denúncia de tentativa de homicídio.
Quando chegaram ao local, os policiais encontraram a vítima, de 32 anos, sendo atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com ferimentos provocados por arma branca, ela foi encaminhada à Santa Casa para atendimento médico.
Durante as diligências, os militares conversaram com a companheira do suspeito. Ela informou que o ex-companheiro havia ido até a residência da família, para buscar a filha do casal. No entanto, segundo a mulher, a entrega da criança não ocorreu porque existe uma medida protetiva de urgência em vigor.
Ainda conforme o relato, a situação rapidamente saiu do controle. A mulher afirmou que o ex teria iniciado uma discussão com o atual companheiro, passando a ofendê-lo verbalmente e arremessando pedras e um pedaço de madeira contra o portão da residência. Pouco depois, os dois deixaram o imóvel e continuaram o desentendimento na via pública.
O suspeito foi localizado pelos policiais no bairro Porto Real. Ele não ofereceu resistência durante a abordagem e foi conduzido ao Plantão Policial. Em sua versão, afirmou que a vítima teria ido até sua casa apenas para provocá-lo, dando início ao conflito.
Já na Santa Casa, a vítima apresentou um relato diferente aos investigadores. Segundo ela, a discussão evoluiu para uma luta corporal, na qual ambos utilizaram pedaços de madeira. Mesmo após retornar para dentro da residência, o investigado teria continuado arremessando objetos em sua direção.
Ainda conforme o depoimento da vítima, em um novo confronto, o suspeito sacou uma faca e desferiu golpes que atingiram a lateral de seu abdômen. Ferido, o homem conseguiu deixar o local em busca de ajuda até ser socorrido pelo Samu.
O médico responsável pelo atendimento informou que a vítima permanecia consciente, mas seria submetida a exames de imagem para avaliar a extensão dos ferimentos. Apesar da gravidade da perfuração, não havia, naquele momento, confirmação de risco iminente de morte.
Durante o interrogatório, o investigado admitiu que portava uma faca durante a confusão, porém negou ter golpeado a vítima. Ele sustentou que o ferimento poderia ter ocorrido de maneira acidental durante a luta entre os dois.
Após analisar os elementos reunidos até o momento, a autoridade policial registrou a ocorrência como lesão corporal e determinou o prosseguimento das investigações para esclarecer a dinâmica dos fatos. A faca que teria sido utilizada na agressão não foi encontrada.