19 de junho de 2026
COLETA DE ÓVULOS

Médico já tinha atestado de óbito pronto, diz mãe de juíza morta

Por | da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/TJRS
O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio culposo.

Marilza Francisco, mãe da juíza Mariana Francisco Ferreira, afirmou à Polícia Civil que o médico responsável pela coleta de óvulos da magistrada já estava com o atestado de óbito pronto no momento em que comunicou a morte da paciente no Hospital e Maternidade Mogi Mater, em Mogi das Cruzes (SP).

Relembre o caso: Juíza morre após coleta de óvulos em clínica na Grande SP

Segundo o depoimento da mãe, o médico Maurício Costa Nunes Ligabô Júnior também se ofereceu para auxiliar nos trâmites funerários logo após informar o óbito. Ela afirmou ainda que percebeu pressa para a retirada do corpo da unidade hospitalar.

Mariana morreu em 6 de maio, aos 34 anos, após complicações decorrentes de uma hemorragia durante um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro. O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio culposo.

No depoimento, Marilza disse que, na noite anterior à morte, o médico informou que aguardava outro profissional para uma cirurgia e que o procedimento levaria cerca de duas horas. Ela relatou que, ao retornar ao hospital, foi informada de que parte dos ovários havia sido retirada.

A mãe afirmou que, no dia seguinte, foi comunicada sobre a morte da filha após paradas cardiorrespiratórias durante a madrugada.

Marilza declarou ainda que, ao ser recebida pelo médico após a confirmação do óbito, ele teria dito que já havia “cuidado do atestado de óbito” e sugerido auxílio com contatos de serviços funerários.

Em nota, a defesa do médico afirmou que não houve atestado pronto previamente e que o documento foi elaborado por uma junta médica. O hospital informou que colabora com as investigações e que presta esclarecimentos às autoridades.

Com informações do g1.