13 de junho de 2026
SABESP

PC decreta sigilo em investigação sobre explosão no Jaguaré

da Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
A explosão atingiu residências e deixou dois morto e feridos

A Polícia Civil de São Paulo decretou sigilo na investigação da explosão que deixou dois mortos e feridos em maio no Jaguaré, na zona oeste da capital paulista.

Responsável pela apuração impôs sigilo devido à "complexidade dos fatos investigados", disse a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública). Segundo a pasta, a corporação ainda fará diligências policiais pendentes, produzirá provas periciais, ouvirá testemunhas e vítimas, e analisará eventual responsabilização de pessoas físicas e jurídicas. Eles também afirmaram entender ser preciso preservar a "efetividade das investigações".

Ontem, a Polícia Civil recebeu o laudo da explosão elaborado pela Polícia Técnico-Científica. O conteúdo do documento, porém, não foi divulgado.

Conforme a SSP-SP, o laudo foi juntado ao inquérito policial e é analisado pela autoridade responsável pela investigação. A 3ª Cerco (Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas) segue com a realização de diligências para o esclarecimento dos fatos e eventual apuração de responsabilidades.

A explosão atingiu residências e deixou dois morto e feridos. O incidente ocorreu na área próxima à rua Dr. Benedito de Moraes Leme com a rua Piraúba, na zona oeste de São Paulo.

A Sabesp confirmou que uma rede de gás foi atingida durante trabalho da empresa no local. A explosão ocorreu enquanto a equipe técnica realizava o reparo, acrescentou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.

Funcionários da Comgás também estavam na área da explosão, informou a Polícia Militar. Em nota, sem citar a Sabesp, a Comgás declarou ter recebido um chamado às 15h15 sobre um "vazamento de gás causado por uma obra de terceiros". Eles afirmaram que a equipe da empresa chegou ao local às 15h37 e "eliminou o vazamento".

"A concessionária esclarece que não realizava manutenção no local. A empresa segue à disposição das autoridades para colaborar com as investigações", disse a Comgás, em nota.

Em nota, a Sabesp declarou que atuava no local em uma obra de remanejamento de tubulação de água. Eles informaram que realizavam o trabalho com "alinhamento operacional e acompanhamento com a concessionária de gás".

Uma rede de gás foi atingida durante a execução dos trabalhos, declarou a companhia. Eles informaram que paralisaram as atividades imediatamente e acionaram a concessionária para a adoção dos procedimentos técnicos necessários.

"Durante a mobilização da equipe técnica para realização do reparo, ocorreu a explosão. As causas da ocorrência estão sendo apuradas pelas empresas e pelas autoridades competentes", disse a Sabesp, em nota.

O Governo de São Paulo declarou ter mobilizado imediatamente viaturas dos bombeiros, Defesa Civil e Polícia Militar para atuarem na ocorrência. A gestão acrescentou que a energia na área foi desligada como procedimento de segurança.

A oposição protocolou pedido de CPI para investigar as falhas na prestação de serviços da Sabesp e a explosão. O documento cita reportagem do UOL que mostrou que a média mensal de queixas cresceu 70%. O aumento coincide com a privatização da companhia, em agosto de 2024. O pedido foi feito pela deputada estadual Ediane Maria (PSOL) e assinado por Carlos Giannazi (PSOL), Leci Brandão (PCdoB), Thainara Faria (PT) e Paulo Fiorilo (PT).

Já a Arsesp afirmou que equipes técnicas foram ao local para fiscalizar a atuação das concessionárias responsáveis pelos serviços regulados. A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo comunicou o início das apurações das causas do acidente em conjunto com as autoridades competentes.