“Vou ser o maior pesadelo dele”. “É um pouco da estratégia do PT de ficar contando mentiras”. “Ele se tornou o maior ministro da Fazenda da história do Paraguai”. “Um imposto novo a cada 30 dias”. “O cara que criou o Bolsa Crack”.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não economizou críticas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em um esboço do clima que deve marcar a disputa eleitoral deste ano para o Governo do Estado de São Paulo.
As investidas contra a alta cúpula do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocorreram durante entrevista ao jornalista Corrêa Neves Jr., na sede do Portal GCN/Sampi, nesta quinta-feira, 28, durante visita a Franca para a inauguração do Hospital Estadual “Dom Diógenes Silva Matthes”.
O jornalista e CEO da Rede Sampi, Corrêa Neves Jr., resgatou embates entre o ministro e o governador. Em uma das trocas, o petista afirmou que o Tarcísio “fala fino com o andar de cima e grosso com o povo”. A crítica foi rebatida pelo governador, que respondeu afirmando que Haddad “quebrou o país”.
Tarcísio afirmou que as críticas petistas fazem parte de uma estratégia política. “Isso é um pouco a estratégia do PT de ficar contando mentiras, ficar falando bobagem, enfim. Eu não vou entrar muito nessa, porque a estratégia deles vai ser nacionalizar a campanha, eu não vou fazer isso, eu vou falar de São Paulo.”
E completou, ao comentar a frequência com que seu nome aparece em discursos de adversários. “Fica falando Tarcísio, Tarcísio, Tarcísio e Tarcísio, deve sonhar comigo”.
Questionado se tem pesadelos com Haddad, reagiu em tom direto: “Não! Ele que tem pesadelos comigo. E eu vou ser o maior pesadelo dele”.
Tarcísio foi “taxativo” ao criticar o trabalho realizado por Haddad à frente do Ministério da Fazenda do Brasil. “Ele se tornou o maior ministro da Fazenda da história do Paraguai, porque as empresas todas saíram daqui e foram para lá. E claro, não pode ser diferente. Trinta impostos criados, um imposto novo a cada 30 dias”.
O governador afirmou ainda que empresários estariam migrando para países vizinhos em busca de menor carga tributária e citou o crescimento econômico no Paraguai como consequência desse movimento.
Na avaliação do governador, o atual governo federal acumula resultados negativos na economia e no ambiente de negócios. Entre os pontos citados, ele mencionou endividamento e aumento de indicadores fiscais. Para Tarcísio, o legado seria uma “massa de endividados, um agronegócio endividado, um recorde de recuperação judicial, a segunda maior taxa de juros do planeta e a maior carga tributária da nossa história".
O governador ainda cutucou Haddad, relembrando a derrota do petista no primeiro turno das eleições de 2016, quando disputava a reeleição para prefeito da cidade de São Paulo. Na ocasião, João Dória, pelo PSDB, foi eleito com 53%.
“Na Prefeitura de São Paulo, que foi a única experiência executiva que ele teve, foi um desastre. Tanto é que ele, na reeleição, teve lá 16% dos votos, não foi para o segundo turno, foi derrotado, tomou uma derrota acachapante, perdeu para brancos e nulos. Por quê? Foi um desastre.”
Haddad teve 967.190 votos, enquanto brancos e nulos somaram 1.155.850 votos.
Ao tratar da área de segurança pública, o governador voltou a criticar a atuação do ministro e citou a situação da cracolândia. “O cara que criou o Bolsa Crack? O cara que potencializou o problema da cracolândia? Nós acabamos com a cracolândia. Então, assim, a gente tem o que mostrar, ele não tem o que mostrar. Mas eles vão ficar falando bobagem aí, eu não vou dar muita bola para ele, não”, finalizou.