A cardiomiopatia hipertrófica, que consta no atestado de óbito do fisiculturista Gabriel Ganley, aos 22 anos, encontrado morto no sábado (23), provoca o espessamento anormal do músculo do coração e pode causar arritmias graves, insuficiência cardíaca e morte súbita.
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a condição pode ter origem genética ou ser agravada pelo uso de esteroides anabolizantes. A doença é considerada uma das principais causas de morte súbita em pessoas com menos de 35 anos.
Na cardiomiopatia hipertrófica, a parede do coração cresce excessivamente, reduzindo o espaço interno para circulação do sangue e alterando os impulsos elétricos responsáveis pelos batimentos cardíacos. Em casos graves, o espessamento ultrapassa 30 milímetros.
De acordo com médicos, o problema pode permanecer silencioso por anos e se manifestar durante exercícios intensos, quando o aumento dos batimentos cardíacos favorece arritmias malignas e parada cardiorrespiratória.
Especialistas também alertam para os riscos dos anabolizantes, que aumentam a pressão arterial e provocam crescimento desorganizado do músculo cardíaco. O uso dessas substâncias pode causar áreas de fibrose e necrose no coração, elevando o risco de arritmias e infarto.
O influenciador relatava nas redes sociais o uso de insulina com fins estéticos. Médicos explicaram que a substância não causa diretamente a cardiomiopatia hipertrófica, mas pode ampliar os riscos cardiovasculares quando associada a anabolizantes, estimulantes e diuréticos.
O diagnóstico da doença costuma ser feito por exames como ecocardiograma, eletrocardiograma e ressonância magnética cardíaca. O tratamento pode incluir medicamentos, restrição de exercícios intensos e implante de desfibrilador cardíaco.
A causa da morte de Gabriel Ganley segue sob investigação. O atestado de óbito menciona cardiomiopatia hipertrófica associada a edema pulmonar e insuficiência cardíaca congestiva.
Com informações do g1.