25 de maio de 2026
CASO HENRY BOREL

Advogado de Jairinho infarta, mas julgamento é mantido

Por | da Folhapress
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Reprodução via g1
O julgamento do caso Henry Borel está mantido e previsto para às 9h desta segunda-feira (25).

Um dos advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior (sem partido), conhecido como Jairinho, sofreu infarto neste final de semana. Apesar disso, o julgamento do caso Henry Borel está mantido para esta segunda-feira (25).

Fabiano Lopes, 49, teve um infarto agudo do miocárdio na tarde de sábado (23). A informação foi dada ao UOL por outro membro da defesa, Rodrigo Faucz, que relatou que os profissionais da equipe estavam reunidos quando o incidente ocorreu.

O homem foi socorrido para o Hospital Glória D'Or e segue internado. Ainda conforme o colega, Lopes está com apenas 30% de capacidade cardíaca, além de comprometimento nos rins. Até ontem, ele tentava uma transferência de unidade hospitalar devido ao seu convênio.

O homem era o que estava há mais tempo no caso. Ele teria acompanhado desde o início as acusações contra Jairinho e atualmente coordenava os outros advogados.

Pedido de adiamento da sessão de hoje não foi feito à Justiça. "A gente acabou não fazendo o pedido de adiamento. Informalmente, conversei com a acusação, que falou que o infarto do coordenador da equipe, do mais antigo, não é motivo suficiente para adiar quando tem outros advogados", falou Faucz.

Caso será julgado 5 anos após a morte do menino

O julgamento começa de manhã no plenário do 2º Tribunal do Júri - Fórum Central da Capital. Sete jurados serão responsáveis por decidir se Jairo e Monique são culpados pela morte de Henry, que tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021.

Os dois réus, o padrasto Jairo e a mãe Monique Medeiros, estão presos desde abril daquele ano. Monique chegou a deixar a prisão após a primeira tentativa de julgamento, em março deste ano, mas voltou a ser detida semanas depois, após decisão do STF.

Julgamento iniciado em março precisou ser adiado porque a defesa de Jairo abandonou o plenário. Na ocasião, os advogados alegaram não ter tido acesso completo ao conteúdo de um notebook usado por Leniel Borel, pai de Henry, que foi anexado ao processo.

O ex-vereador também tentou transferir o julgamento para outra cidade, alegando que a repercussão do caso comprometeria a imparcialidade dos jurados. O pedido dos advogados foi negado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sob argumento de que o caso teve repercussão nacional e de que o réu deve ser julgado "no distrito da culpa", onde o possível crime ocorreu.

Apesar dos reveses, a defesa de Jairo conseguiu autorização para que uma testemunha considerada importante deponha. O Tribunal de Justiça do Rio deu aval para a participação de Miriam Santos Rabelo Costa, que acusa o pai de Henry de agressões e, supostamente, saberia de algo importante sobre o caso. Questionado sobre o assunto, Leniel disse que não poderia se pronunciar.