O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o empresário Saul Klein por favorecimento da prostituição, exploração sexual de vulnerável e tráfico de pessoas. O processo tramita em segredo de Justiça.
A decisão foi tomada na última segunda-feira (11). Em nota conjunta, os advogados Alberto Toron e Luiza Oliver afirmaram que a Justiça rejeitou acusações de estupro, cárcere privado e redução à condição análoga à escravidão.
A defesa sustenta que as relações mantidas entre as partes ocorreram de forma “livre e consensual”, dentro de uma dinâmica conhecida como “sugar daddy” e “sugar baby”. Segundo os advogados, o tema será discutido durante a instrução processual.
Filho do fundador das Casas Bahia, Saul Klein já havia sido condenado em 2023 a pagar R$ 30 milhões por dano moral coletivo em uma ação trabalhista.
À ocasião, o Ministério Público do Trabalho afirmou que jovens entre 16 e 21 anos, em situação de vulnerabilidade social, eram atraídas com promessas de trabalho como modelos e levadas a um sítio do empresário, onde eram exploradas sexualmente. Segundo o órgão, algumas vítimas contraíram doenças sexualmente transmissíveis.
Na sentença trabalhista, a Justiça reconheceu que mulheres eram mantidas em condição análoga à escravidão para prestação de serviços sexuais em favor do empresário. A defesa informou, na época, que recorreria da decisão.
O termo "Epstein brasileiro" foi popularizado por reportagens investigativas que comparam o esquema de aliciamento e abuso de mulheres atribuído aos Klein à rede do bilionário norte-americano Jeffrey Epstein.
Com informações do SBT News.