16 de maio de 2026
DARK HORSE

Ator diz que foi chamado de 'ladrão' em filme sobre Bolsonaro

Por | da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel
A confusão começou na entrada do set de filmagem, quando integrantes da equipe informaram que os atores passariam por inspeção.

Um ator registrou boletim de ocorrência após afirmar que foi agredido durante as gravações do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Memorial da América Latina, na Zona Oeste de São Paulo.

Segundo o relato, a confusão se deu durante a revista na entrada do set de filmagem, quando integrantes da equipe informaram que os atores passariam por inspeção por se tratar de produção estrangeira.

De acordo com o boletim, o ator segurava uma blusa quando um integrante da equipe puxou a peça de sua mão e pediu que ele deixasse o local. Ele também afirmou que foi chamado de “ladrão” e retirado da área por seguranças.

O ator retornou ao set para buscar pertences e trocar de roupa, quando houve nova discussão com um segurança.

“Nisso, eu só levantei a mão para pedir pra ele se afastar um pouco, e ele deu um tapa na minha mão. Aí eu o empurrei para sair de cima de mim, nisso ele voltou e me deu um soco no rosto e testa”, diz trecho do boletim.

Documento médico da UPA que atendeu o homem aponta um ferimento de menos de um centímetro na cabeça.

A Secretaria da Segurança Pública informou que abriu inquérito para investigar o caso. A produtora Go Up Entertainment não se manifestou até a última atualização da reportagem.

A produção do filme também é alvo de outras apurações: há suspeitas de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG ligada à empresária Karina Ferreira Gama, sócia da produtora do longa.

O vereador Nabil Bonduki (PT), autor da denúncia, questiona a falta de concorrência no chamamento público e aponta suspeita de superfaturamento superior a R$ 27 milhões.

O STF também investiga a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares enviadas pelo deputado federal Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil. Nessa sexta-feira (15), o ministro Flávio Dino determinou abertura de apuração preliminar sobre possíveis irregularidades envolvendo entidades ligadas à produção do filme.

Com informações do g1.