15 de maio de 2026
CUSTO DE VIDA

Leite e batata puxam alta da cesta básica em Campinas

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 1 min
Helena Pontes/Agência IBGE Notícias
Levantamento da PUC-Campinas aponta alta de 0,62% em abril, menor variação na comparação com capitais do Sudeste.

A cesta básica em Campinas chegou a R$ 836,96 em abril, segundo levantamento do Observatório PUC-Campinas. O valor representa alta de 0,62% em relação ao mês anterior.

Apesar do novo aumento, Campinas teve variação menor do que as capitais do Sudeste acompanhadas pelo Dieese no mesmo período. Em abril, a alta foi de 2,56% em Vitória, 2,51% em São Paulo, 1,27% no Rio de Janeiro e 1,20% em Belo Horizonte.

O custo da cesta básica em Campinas corresponde a 51,6% do salário-mínimo vigente. Para a compra de três cestas, o chamado salário-mínimo necessário foi estimado em R$ 2.510,87.

Entre os produtos que mais pressionaram o orçamento em abril estão o leite integral, com alta de 18,35%, a batata, com aumento de 12,92%, e o feijão, que subiu 9,86%. As variações refletem problemas de oferta, como a entressafra do leite e o fim da safra da batata.

Na direção contrária, alguns itens ajudaram a conter uma alta maior. A banana caiu 15,74%, enquanto o açúcar recuou 6,35% no mês.

No acumulado de 2026 até abril, a cesta básica em Campinas registra alta de 6,92%, abaixo das capitais do Sudeste usadas como comparação. Nesse período, o tomate lidera os aumentos, com avanço de 56,10%, seguido pelo leite, com 34,02%, e pelo feijão, com 26,15%. A banana acumula a maior queda, de 23,43%.

Em 12 meses, a variação da cesta em Campinas é de apenas 0,35%, desempenho considerado mais favorável diante do cenário nacional. Segundo o levantamento, 18 das 27 capitais brasileiras registraram alta no mesmo intervalo.

O resultado indica uma mudança de tendência em relação ao ano passado, quando Campinas havia acumulado aumentos mais fortes na comparação com cidades próximas. Agora, o município apresenta comportamento mais estável nos preços dos alimentos básicos.