14 de maio de 2026
JUSTIÇA

Acusado de matar rival no Jussara vai a júri em Araçatuba

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Viaturas da Polícia Militar e da perícia estiveram no imóvel onde Ricardo Alexandre Ribeiro foi morto; no destaque, a vítima do homicídio investigado em Araçatuba

O Tribunal do Júri de Araçatuba julga nesta quinta-feira (14), a partir das 9h, Leonardo Rodrigues da Silva, acusado de assassinar Ricardo Alexandre Ribeiro no bairro Jussara, em Araçatuba. A sessão será realizada nas dependências do Fórum da cidade.

O réu responde por homicídio qualificado por motivo torpe. Segundo a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, o crime teria sido motivado por vingança após desavenças antigas envolvendo ameaças e conflitos ligados ao tráfico de drogas.

De acordo com as investigações, Leonardo confessou o assassinato em depoimento prestado à Polícia Civil. Ele relatou que mantinha uma rivalidade antiga com Ricardo e afirmou que os conflitos começaram após o desaparecimento de um quilo de cocaína, situação que teria provocado ameaças e episódios de violência entre os dois.

Ainda conforme o interrogatório, o acusado admitiu que já havia atacado a vítima anteriormente com uma garrafa quebrada, atingindo o pescoço de Ricardo e causando ferimentos graves. Dias antes do homicídio, Leonardo afirmou ter recebido informações de que estaria sendo jurado de morte pela vítima.

Na noite do crime, segundo a versão apresentada pelo réu, ele foi até a residência de Ricardo armado com uma faca. Ao abordar a vítima em frente ao imóvel, teria iniciado uma discussão e, em seguida, desferido um golpe no peito de Ricardo. A vítima caiu ao lado do portão da casa e morreu no local.

Testemunhas ouvidas durante a investigação relataram que, após o crime, Leonardo apareceu em um bar da cidade com roupas manchadas de sangue e confessou ter “terminado o que havia começado”.

Durante o andamento do processo, a defesa alegou legítima defesa, sustentando que o acusado agiu após sofrer ameaças constantes. Apesar disso, a juíza Camila Paiva Portero decidiu pela pronúncia do réu, ao entender que havia provas suficientes para que o caso fosse analisado pelo Conselho de Sentença.

Leonardo permanece preso preventivamente. Caberá aos jurados decidir se ele será condenado ou absolvido da acusação de homicídio qualificado.