O Brasil registrou a criação de 228.208 empregos com carteira assinada em março, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (29). No acumulado do ano, o saldo é de 613.373 vagas, enquanto em 12 meses passa de 1,2 milhão. O total de trabalhadores formais ativos chegou a 49,1 milhões.
Apesar do resultado positivo, a geração de empregos não foi uniforme pelo país. Em números absolutos, os maiores saldos foram registrados em São Paulo (67.876 vagas), Minas Gerais (38.845) e Rio de Janeiro (23.914). Já em termos proporcionais, os destaques foram estados menores, como Acre (0,92%), Roraima (0,88%) e Piauí (0,86%).
O levantamento aponta saldo positivo em 24 unidades da federação, o que indica que houve estados com desempenho inferior ou negativo, embora não detalhados no recorte divulgado.
Entre os setores, o crescimento foi puxado por Serviços, responsável por 152.391 vagas em março. Também houve expansão na Construção (38.316), Indústria (28.336) e Comércio (27.267). A Agropecuária seguiu na direção oposta e perdeu 18.096 postos no mês, impactada pelo fim de safras.
No acumulado do ano, o padrão se mantém: Serviços lidera com 382.229 vagas, seguido por Construção (120.547) e Indústria (115.310). A Agropecuária também tem saldo positivo no período (14.752), enquanto o Comércio registra retração de 19.525 vagas.
Os dados mostram ainda diferenças regionais no ritmo de crescimento. São Paulo concentra o maior volume de novas vagas no trimestre (183.054), enquanto, proporcionalmente, Goiás (2,33%), Mato Grosso (2,27%) e Santa Catarina (2,26%) apresentam as maiores expansões.
O perfil das contratações indica maior participação de jovens: pessoas de até 24 anos responderam por 165.785 vagas em março. Também houve saldo positivo para mulheres (132.477) e homens (95.731).