Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré pelo homicídio do filho, ocorrido em 2021, se entregou à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20).
Ela sempre negou envolvimento com a morte da criança.
A professora se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), três dias após o ministro Gilmar Mendes do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar que ela voltasse à cadeia, na sexta (17).
Relator do caso no STF, o ministro Gilmar Mendes relembrou que havia determinado a prisão porque, "enquanto cumpria prisão domiciliar, a acusada teria coagido importante testemunha (a babá da vítima), de modo a prejudicar a elucidação dos fatos, perturbando o bom andamento da instrução criminal".
"A soltura da ré às vésperas da oitiva de testemunhas sensíveis em plenário representa risco à busca da verdade processual. Diante deste quadro, a soltura da ré em período tão próximo à nova sessão plenária designada [para maio] projeta risco concreto à regularidade da instrução e à própria utilidade do provimento final", segue Mendes.
No sábado (18), o ministro rejeitou o recurso apresentado pela defesa de Monique e manteve a ordem de prisão preventiva.
O menino morreu em março de 2021 após ser torturado e espancado, segundo a acusação, por Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, então namorado de Monique.
Em março, o julgamento de Monique e de seu ex foi suspenso após a defesa dele abandonar o plenário do júri.
A juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o julgamento para o dia 25 de maio e determinou a soltura de Monique. A magistrada entendeu que a defesa de Monique havia sido prejudicada e que estava configurado excesso de prazo injustificado para a manutenção da prisão.
Jairinho, que era vereador do Rio de Janeiro à época, e Monique foram presos sob suspeita de envolvimento na morte de Henry. Ela chegou a sair da cadeia após uma decisão da Justiça em 2022, mas voltou a ser presa após decisão do Supremo Tribunal Federal, em 2023.