Ingredientes
Você provavelmente já ouviu a frase: "Se não têm pão, que comam brioche", atribuída a Maria Antonieta durante a Revolução Francesa. Mas é um mito. Na realidade, Jean-Jacques Rousseau mencionou essa frase em seus escritos quando a rainha era apenas uma criança. É improvável que ela a tenha dito, mas a associação do brioche com o excesso real ficou marcada na história.
A verdadeira história do brioche começa no coração da Normandia, França, por volta do século XII. A região era (e ainda é) famosa pela altíssima qualidade de sua manteiga, o ingrediente que separa o brioche de um pão comum. O termo deriva possivelmente do verbo francês antigo brier, que significa "moer o trigo com um rolo de madeira". Embora tenha nascido no campo, o pãozinho redondo não demorou a subir na escala social. Durante séculos, o pão branco era um luxo, e um pão enriquecido com ovos e manteiga era o ápice da ostentação. No século XVII, já era presença confirmada nas mesas da nobreza francesa.
Nos últimos anos, a iguaria viveu um renascimento global. Deixou de ser apenas consumido com geleias para se tornar a base preferida de chefs para hambúrgueres. A doçura sutil e a capacidade de absorver sucos de carne sem desmoronar o tornaram o "queridinho" das hamburguerias artesanais. Mas fazer um brioche perfeito ainda é considerado um rito de passagem para padeiros profissionais, exigindo paciência para lidar com uma massa que, de tão delicada, pode ser difícil de manusear. Enfim, ele é, em essência, a prova de que a simplicidade da farinha e do fermento, quando elevada pela generosidade da manteiga, pode criar algo verdadeiramente imortal na gastronomia. Nossa proposta é a de um brioche sem a quantidade de manteiga que a receita original pede. Mas fica muito bom para servir com patê num lanchinho da tarde.
Veja que fácil. Coloque no copo do liquidificador leite, ovos, açúcar, sal, fermento e a manteiga em temperatura ambiente. Bata por dois minutos. Despeje o líquido numa tigela e vá juntando aos poucos a farinha de trigo até desgrudar das mãos. Cubra a massa e deixe-a descansar em lugar seco e escuro (dentro de forno desligado, por exemplo) por trinta minutos. Depois deste tempo abra a massa em superfície enfarinhada formando um retângulo de 30x15cm. Cubra e deixe descansar por mais 30 minutos. Faça então as bolinhas usando a boca de um copo ou colher de sopa para que todas fiquem do mesmo tamanho. Coloque em assadeira untada e enfarinhada, pincele com as gemas batidas e misturadas a um pouquinho de leite ou café coado frio. Leve ao forno preaquecido a 200 graus por 25 minutos ou até que fiquem dourados, tendo cuidado para não queimarem.