Um investigador da Polícia Civil do Distrito Federal afirmou, durante depoimento no Tribunal do Júri, nessa segunda-feira (13), que três crianças da mesma família foram queimadas vivas na chacina registrada em janeiro de 2023. Segundo ele, ainda estavam vivos quando o veículo em que estavam foi incendiado.
Rafael e Rafaela, ambos de seis anos, e Gabriel, de sete, eram filhos da cabeleireira Elizamar da Silva. De acordo com o policial, as crianças respiraram fumaça antes de morrer carbonizadas. Elizamar morreu por possível asfixia mecânica e teve o corpo queimado em seguida.
Mãe e filhos foram sequestrados no Distrito Federal e levados para Cristalina (GO), onde foram mortos dentro do carro usado no crime. Os corpos foram encontrados em 12 de janeiro de 2023.
O caso envolve a morte de dez pessoas da mesma família. Entre as vítimas estão Marcos Antônio Lopes de Oliveira; a esposa dele, Renata Juliene Belchior; os filhos Gabriela Belchior de Oliveira e Thiago Gabriel Belchior de Oliveira; a esposa de Thiago, Elizamar da Silva; os três filhos do casal; Cláudia da Rocha Marques, ex-companheira de Marcos; e Ana Beatriz Marques de Oliveira.
Segundo o depoimento, Marcos morreu após disparo de arma de fogo na cabeça e teve o corpo decapitado e esquartejado. Thiago apresentava sinais de amarração e morreu por asfixia por sufocação direta. Cláudia e Ana Beatriz também tinham sinais de amarração e morreram por hipovolemia decorrente de corte profundo no pescoço. Em relação a Renata e Gabriela, a perícia não determinou a causa da morte devido ao estado de carbonização dos corpos.
De acordo com a investigação, o grupo assassinou as dez pessoas no intervalo de 18 dias. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios aponta que o crime teve como motivação a disputa pela chácara onde parte da família vivia. Um dos investigados sabia que o imóvel estava em disputa judicial.
Cinco réus respondem por homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menor. Um adolescente também participou do crime.
As informações são do Metrópoles.