Criminosos do Comando Vermelho atearam fogo ao ferro-velho de Breno Barbosa Diniz, de 24 anos, na Cidade de Deus, Zona Sudoeste do Rio. O ataque foi feito em 19 de março, exatamente um mês após o desaparecimento do rapaz. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio e ocultação de cadáver.
Breno, que era gerente do tráfico na comunidade e filho de um sargento da Polícia Militar, foi visto pela última vez em 19 de fevereiro. Segundo as investigações, ele foi a um local de embalagem de drogas para negociar a dívida de R$ 29 mil, acumulada após perda de carga em operação do Bope. Relatos indicam que traficantes o rotularam como informante antes da execução.
Retaliação: Testemunhas afirmam que o incêndio foi "comemoração" pela morte do ex-integrante. Imagens mostram traficantes reunidos em um bar após o ato.
Ameaças: Criminosos proibiram moradores de mencionar o nome de Breno sob pena de morte.
Buscas: O pai da vítima, sargento cuja identidade não foi divulgada, percorreu hospitais, IML e favelas por conta própria. Ele relata frustração com a falta de apoio da corporação para recuperar o corpo.
Investigação: A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) apura a participação de pelo menos cinco suspeitos no crime.
O espaço em que funcionava o comércio de Breno está abandonado. A família fez buscas e escavações em áreas de desova na comunidade, mas criminosos os expulsaram sob ameaças.
Com informações d'O Globo