13 de abril de 2026
DENÚNCIA

De tanto ficar deitado em hospital, paciente tem nádega amputada

Por | da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Davidyson Damasceno/Iges-DF
A família afirma que as lesões surgiram depois de ele permanecer muito tempo na mesma posição enquanto estava no Hospital de Base do Distrito Federal.

O trabalhador autônomo José Marques Barbosa, de 62 anos, teve parte das nádegas amputada devido a complicações durante internação na rede pública do Distrito Federal. A família afirma que as lesões surgiram depois de ele permanecer muito tempo na mesma posição enquanto estava no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

A família registrou ocorrência na Polícia Civil do DF e avalia medidas judiciais; também questiona as condições de atendimento durante a permanência no HBDF.

José foi internado em 20 de janeiro de 2026, após ser atropelado por uma motocicleta, com diagnóstico inicial de traumatismo craniano. Recebeu alta em 3 de fevereiro, ainda em recuperação de fraturas. Depois, apresentou piora no quadro clínico e foi levado à Unidade de Pronto Atendimento do Riacho Fundo II, onde exames apontaram plaquetas baixas e pneumonia, com 80% do pulmão comprometido.

Transferido novamente ao Hospital de Base, foi internado em Unidade de Cuidado Intensivo e precisou ser intubado. A família afirma que ele contraiu bactéria durante a internação e questionou os cuidados de higiene. Obteve transferência para o Hospital Regional de Sobradinho (HRS), onde médicos indicaram a retirada de parte das nádegas. Atualmente, está no Hospital Regional de Samambaia (HRSam), sem previsão de alta, com infecção bacteriana, confusão mental e perda de memória.

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), responsável pelo Hospital de Base, negou negligência ou falha no atendimento. Informou que o paciente fez exames e recebeu alta sem sinais de infecção.

O IgesDF afirmou ainda que, durante a internação, o paciente apresentou lesão por pressão na região sacral grau II, situação que, segundo o órgão, foi tratada com curativos e mudanças regulares de posição. O instituto destacou que pacientes em estado grave e com mobilidade reduzida apresentam risco elevado para esse tipo de lesão, mesmo com adoção de protocolos assistenciais.

A Secretaria de Saúde confirmou a internação no HRSam, mas não detalhou o estado atual do paciente.

A informação foi divulgada pelo Metrópoles.