Autoridades brasileiras investigam a suspeita de furto de amostras virais em um laboratório da Universidade Estadual de Campinas que ganhou contornos além de um caso acadêmico comum, com especulações sobre possíveis ligações internacionais envolvidas na ação. Com informações do Pragmatismo Político.
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Pesquisadores descobriram que várias cepas de vírus, incluindo dengue, zika, chikungunya, herpes, Epstein-Barr, coronavírus humano e subtipos de gripe, foram retiradas ilegalmente de um laboratório de alta contaminação e movidas entre unidades da universidade.
Os principais suspeitos são a professora Soledad Palameta Miller, que atuava na Faculdade de Engenharia de Alimentos, e seu marido, Michael Edward Miller, vinculado a programas internacionais de pesquisa em saúde animal e ambiental. A investigação analisa imagens de câmeras de segurança que mostram movimentação suspeita de caixas do laboratório NB-3.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal trabalham para esclarecer motivação e responsabilidades, e uma sindicância interna foi aberta pela universidade. Embora autoridades afirmem que não há evidência de terrorismo biológico e que os materiais recuperados não oferecem risco à saúde pública, a conexão dos suspeitos com iniciativas internacionais tem alimentado questionamentos sobre intenções e possíveis interesses além da esfera acadêmica.
O caso também gerou análise sobre a segurança em laboratórios que lidam com materiais sensíveis e sobre a necessidade de controle mais rigoroso de amostras de alto nível de biossegurança.
Com informações do Pragmatismo Político.