06 de abril de 2026
'NÃO SÃO BEM-VINDOS'

Bar 'antifascista' usa placa contra americanos e israelenses

Por | da Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/Instagram
A foto da placa no Partisan Bar, publicada nas redes sociais do próprio estabelecimento, viralizou nas redes sociais neste feriado de Páscoa.

Um bar na Lapa, zona central do Rio de Janeiro, foi multado em R$ 9.520 neste sábado (4) por expor uma placa rejeitando a presença de cidadãos dos Estados Unidos e de Israel.

A foto da placa no Partisan Bar, publicada nas redes sociais do próprio estabelecimento, viralizou nas redes sociais neste feriado de Páscoa. A inscrição dizia, em inglês, "Cidadãos dos Estados Unidos e Israel não são bem-vindos".

Procurado por telefone e por sua rede social, o estabelecimento não retornou até a publicação desta reportagem.

A autuação foi feita pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor. O órgão afirmou que "a conduta configura prática abusiva e discriminatória, vedada pelo Código de Defesa do Consumidor, que proíbe qualquer forma de recusa de atendimento sem justificativa legítima, bem como práticas que coloquem o consumidor em situação de constrangimento ou discriminação".

A pasta foi ao local após denúncia do vereador Pedro Duarte (PSD), que classificou o caso como xenofobia.

"Você quer ter uma bar comunista, quer ter um bar antifascista, seja lá o que for, é direito de cada um ter o bar com o estilo que quiser. Mas não é direito, na verdade é proibido, fazer discriminação de pessoas", disse ele, em suas redes sociais.

A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro afirmou que "está atuando de forma firme no caso em articulação direta com as autoridades competentes".

Nota da redação

Ao longo do século XX, regimes e legislações usaram placas para excluir grupos de espaços públicos e privados, como na Alemanha nazista, nas leis Jim Crow nos Estados Unidos e no apartheid sul-africano. Em contextos coloniais, como na Índia sob domínio britânico, avisos discriminatórios também eram expostos em clubes e estabelecimentos. Esses episódios marcaram períodos em que a segregação racial, étnica ou religiosa foi institucionalizada ou socialmente tolerada.